Navios deste tipo:

D´Estienne D´Orves
Fragata
Drummond
Corveta
Burak
Corveta

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Corveta


Turquia
Corveta classe
Burak
(tipo D´Estienne D´orves)
D´Estienne D´orves

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 950 Ton
Deslocamento máx. : 1170 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 80 M - Largura: 10.3M
Calado: 5.5 M.
2 x Motor a Diesel SEMT-Pielstick 12PC2 V400 (12000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 93 Autonomia: 8100Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 23 nós

Canhões / armamento principal
1 x DCN - Naval Creusot-Loire Mod. 1968 (Calibre: 100mm/Alcance: 17Km)

Misseis
Sistema de lançamento N/DEXOCET MM-384 x MBDA EXOCET MM-38 (Anti-navio)

Torpedos
- 4 x DCN - Naval ECAN L-5 - sistema de lançamento: lançadores N/D

Radares
- Thomson-CSF / Thales TRS 3030 / DRBV-51A «Triton» (Superficie - Al.med: 28Km)
- RACAL-DECCA TM-1226 (Navegação - Al.med: 27Km)


Forum de discussão

Os navios da classe Burak, o primeiro dos quais é a corveta Bozcaada são todos navios franceses da classe D´Estienne D´Orves retirados de serviço em França.

Os navios entraram ao serviço da marinha da Turquia a partir de 2001.
Eles substituiram contra-torpedeiros do periodo da II guerra mundial, que ainda se encontravam ao serviço na marinha turca e que eram utlizados para missões costeiras.

Estes navios servem essencialmente como patrulhas, nas águas territoriais turcas. A sua capacidade anti-submarina e os seus mísseis, são perfeitamente capazes para actuação em áreas relativamente limitadas do Mar Egeu.


Informação genérica:
As pequenas fragatas, ou avisos escoltadores da classe D´estienne D´Orves, também conhecidas como tipo 69-A foram concebidas no inicio da década de 1970 com o objectivo - entre outros - de substituir as fragatas de escolta da classe Le Corse e Le Normande. Eram navios mais pequenos que aqueles que pretendiam substituir, mas a sua capacidade militar era relativamente elevada.

Eles parecem ter sido influenciados pelas corvetas da classe João Coutinho, que foram desenhadas em Portugal, para responder às necessidades daquele país, que no final dos anos 60 precisava de navios com alguma capacidade militar para utilizar nos seus territórios ultramarinos. No entanto, aparecem mais como versões reduzidas dos avisos escoltadores do tipo Commandant Riviére.

Aliás, estes avisos/corvetas também complementaram e substituiram parcialmente as fragatas da classe Rivière, podendo desempenhar as mesmas funções que aquelas, principalmente nas bases remotas da França no Índico.

Na verdade, pelas suas dimensões eles podem ser classificados como corvetas. O seu armamento mais pesado, permite aos navios uma actuação para além das funções meramente de navio de patrulha armado.

Armadas com dois ou quatro mísseis Exocet (primeiro os MM-38 e posteriormente os MM-40), juntamente com um canhão automático de 100mm Creusot-Loire Mod.68 e com torpedos e armas para luta anti-submarina, as fragatas tinham um valor militar considerável para o inicio da década de 1980.

Além da França, também a África do Sul mostrou interesse nos navios e encomendou dois. Um embargo à venda de armas inviabilizou a aquisição.

Os navios previstos para a África do Sul foram posteriormente vendidos à Argentina, que adquiriu um terceiro.

À medida que os navios mais antigos da classe vão sendo retirados de serviço, parte deles foram vendidos para a marinha da Turquia.


   
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