Navios deste tipo:

Seawolf
Submarino nuclear / mísseis de cruzeiro
Virginia
Submarino nuclear de ataque

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Submarino nuclear de ataque


Estados Unidos da América
Submarino nuclear de ataque classe
Virginia
(tipo Seawolf / Virginia)
Seawolf / Virginia

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 6900 Ton
Deslocamento máx. : 7900 Ton.
Tipo de propulsão: Reactor nuclear
Comprimento: 114.91 M - Largura: 10.36M
Calado: 0 M.
Profundidade: 240 M
Numero de tubos: 4
1 x Reactor nuclear General Electric S9G ()
2 x Turbina a vapor General Electric (40000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 135 Autonomia: 9999Km a 0 nós - Nr. Eixos: 1 - Velocidade Máxima: 25 nós


Forum de discussão

Os submarinos da classe Virginia foram desenvolvidos já nos anos 90 do século XX, como uma alternativa mais económica aos navios da classe Seawolf, que por sua vez tinham sido concebidos para substituir os submarinos da classe Los Angeles.

Embora mais economicos que os Seawolf, os Virginia mentêm muitas das características do modelo anterior, ainda que a uma fração do custo.
Eles são mais longos mas mais estreitos que os Seawolf e possuem uma motorização menos potente. Isso faz com que a velocidade máxima garantida desça para os 25 nós, enquanto que esse valor era de 35 nós nos Seawolf.
Ainda assim, a velocidade máxima real dos Virginia não é conhecida, estimando-se que o navio possa atingir uma velocidade superior a 30 nós.
Estão disponíveis apenas quatro tubos para o lançamento de torpedos e mísseis em vez dos oito dos Seawolf.

Propulsão
Para reduzir o ruido dos navios, é utilizado um sistema de propulsão «pumpt jet» que reduz a possibilidade de cavitação [1] e tem reatores da General Electric em vez dos Westinghouse que equipam os três Seawolf.

Como os Seawolf os Virginia têm capacidade para operação em águas pouco profundas e podem por isso aproximar-se de terra para colocar ou recolher equipas de operações especiais.

Oficialmente os Virginia podem submergir a profundidades de 240m, garantindo todas as regras de segurança. Especula-se no entanto que este valor será bastante superior (até 490m) em condições de segurança, podendo a profundidade de esmagamento[2] ser muito superior


Custo
Uma das razões que levou ao desenvolvimento da classe Virginia foi o custo elevadíssimo dos navios da classe Seawolf.
Os Virginia, recorrendo a métodos, configurações e sistemas mais convencionais poderiam conseguir um custo final pelo menos 10% inferior aos Seawolf. A redução de custo foi no entanto superior.

No entanto, à medida que o tempo passa, os próprios Virginia vão recebendo sistemas mais eficientes o que em alguns casos os torna mais sofisticados que os seus primos mais antigos, mas isso tem um custo. A preços de 2012 estima-se que cada submarino do tipo tenha um custo de 2.600 milhões de dólares americanos. No entanto, esse valor continua a ser bastante mais baixo que os 3.500 milhões estimados para os navios da classe Seawolf.


Mudanças no processo de fabrico
À medida que mais navios foram sendo construidos, foram sendo feitas alterações de tal forma que já a partir do quinto navio o numero de blocos foi reduzido, permitindo uma redução no custo. Fora a questão dos custos esses seis navios (SSN 778 a SSN-783), são idênticos aos primeiros quatro, sendo conhecidos como lote II.
Posteriormente foi lançado o lote III, composto por mais oito navios, que no entanto contam com alterações importantes.
Um novo sonar de varredura muito mais larga permite detetar mais facilmente potênciais alvos, ao mesmo tempo que foram incorporados tubos para o lançamento vertical de mísseis Tomahawk.

Os navios contam além dos quatro tubos para o lançamento de torpedos, com 12 tubos verticais para o lançamento de mísseis para lançamento de mísseis Tomahawk.


[1] - Cavitação é um fenómeno que faz com que a água ferva a temperaturas muito baixas, resultado da pressão. Quanto maior a pressão da água, menor a temperatura a que a água ferve.
O avanço do submarino resultado do movimento da helice aumenta a pressão. Quando a água ferve (e isto pode acontecer mesmo a 20 graus célcius) são produzidas bolhas junto à helice, que rapidamente (com a redução da pressão) colapsam, produzindo um minusculo ruido que no entanto é aumentado pelos incontáveis milhões de micro-bolhas criadas.
É este ruido que pode ser seguido pelos sonares inimigos.

[2] - Profundidade a partir da qual a pressão da água inevitavelmente vencerá a resistência da estrutura interna de suporte do compartimento pressurizado.
Informação genérica:
Ainda que continuassem a ser mais ruidosos que os seus equivalentes ocidentais, os submarinos soviéticos da classe Akula, foram vistos pelos norte-americanos como uma ameaça, dado que eles eram muito mais dificeis de detectar que os modelos antecessores.

Na segunda metade da década de 80 do século XX, determinados a manter a superioridade dos seus navios no que respeitava ao ruido, que tinha sido sempre a maior dor de cabeça para os militares da marinha russa, especialmente no mar do norte [1] a marinha norte americana dá inicio ao programa de submarinos nucleares Seawolf, destinados a substituir mais de 60 submarinos nucleares da classe Los Angeles.

O desenvolvimento dos Seawolf coincidiu com o colapso da União Soviética.



[1] - O reduzido ruido dos navios norte-americanos foi sempre razão de paranoi por parte dos militares russos. Durante a guerra fria, os militares da marinha russa acreditavam que estavam permanentemente a ser aseguidos pelos submarinos americanos (o que em alguns casos era verdade), mas não possuíam meios eficazes para os detectar.

Mesmo depois do fim da URSS, a irritação russa com o silêncio dos navios americanos continuou. Quando o submarino Kursk se afundou, resultado da explosão provocada por uma reacção do peróxido de hidrogénio de um torpedo, os militares russos continuaram a afirmar durante muito tempo que tinha sido um submarino americano na zona que tinha provocado o incidente.


   
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