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Viana do Castelo
Patrulha oceanico

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Patrulha oceanico

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Cancelado o NPO-2000



Portugal
Patrulha oceanico classe
Viana do Castelo
(tipo NPO2000)
NPO2000

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 1700 Ton
Deslocamento máx. : 1850 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 83.1 M - Largura: 12.95M
Calado: 3.69 M.
2 x Motor a Diesel Wartsila 12V26 (10460cv/hp)
2 x Alternador electrico Wartsila (400KW)
Tripulação / Guarnição: 38 Autonomia: 9000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 21 nós

Canhões / armamento principal
1 x Bofors / BAE Systems 40mm /L70 Mod.1958 (1 x) (Calibre: 40mm/Alcance: 12Km)
1 x Oto-Melara 30mm/82 «Marlin-WS» (Calibre: 30mm/Alcance: 3Km)


Forum de discussão

Os navios de patrulha oceânica do tipo NPO 2000, o primeiro dos quais dá o nome à classe ao ser baptizado Viana do Castelo, foram resultado de um especificação da marinha portuguesa para um navio de patrulha que pudesse substituir com vantagem as corvetas que a marinha de guerra portuguesa tinha adquirido durante o período da guerra no então ultramar português. Seis desses navios tinham sido construidos propositadamente para operações em águas africanas e asiáticas e a esses seis juntaram-se mais quatro, melhor armados mas ainda assim muito longe do que era já comum em termos tecnológicos no teatro de operações europeu (ver navios do tipo João Coutinho). As corvetas foram utilizadas para operações de patrulha da Zona Económica Exclusiva mas o seu período de vida útil aconselhava o inicio da substituição das unidades mais antigas logo nos anos 90, altura em que as corvetas tinham uma média de 30 anos.
O desenho dos navios teve inicio na década de 1990 tendo como base projectos importados. A marinha portuguesa tinha perdido completamente o know how suficiente para poder conceber projectos viáveis e por isso o projecto que ficou conhecido como NPO 2000 mostra linhas influenciadas por estaleiros alemães.

Os atrasos na definição do projecto e a sua adaptação demoraram muitos anos, e por isso o projecto envelheceu rapidamente, o que se pode comprovar pela comparação das linhas dos navios da classe Viana do Castelo com qualquer patrulha europeu desenhado mais recentemente.

As coisas também correram mal nos estaleiros. Não só a marinha aparentemente perdera a capacidade para desenhar navios que flutuassem, como os estaleiros de Viana do Castelo tinham perdido a capacidade para construir navios militares, conforme acusações que chegaram à imprensa portuguesa.

A construção dos navios foi tão desastrada quando a fase de projecto. Alegadamente os motores instalados tinham problemas (que nunca foram explicados) mas o fabricante dos motores negou responsabilidades.

Projecto antiquado, mas eficiente.

Se por um lado a marinha portuguesa não mostrou capacidade para se adaptar aos novos tempos, por outro lado os Viana do Castelo (a acreditar nas afirmações resultado dos testes e provas de mar) aparentam ser plataformas extremamente estáveis e capazes para desempenhar as funções para as quais foram concebidos. Os navios comportam-se bastante bem em mar alteroso e a sua funcionalidade e simplicidade são uma vantagem caso o projecto seja vendido para outras marinhas.
As condições dentro do navio facilitam a vida da guarnição, especialmente considerando que se trata de um navio que pode efectuar missões em lugares distantes.

O armamento de um patrulha oceânico é de pouca importância, pelo que inicialmente o primeiro dos navios recebeu uma torre armada com uma peça de 40mm Bofors, retirada de um patrulha mais antigo.
Os próximos navios deveriam receber uma torre automática de 30mm e o Viana do Castelo também sofrerá uma modificação para a colocação desse armamento.

Em Setembro de 2012, o governo de Portugal anunciou o cancelamento do contrato para a produção de seis outros navios, dois dos quais seriam adaptados para a versão de combate à poluição.

A conclusão do segundo navio chegou a ser posta em causa, mas a intervenção do governo do país acabou por garantir a sua conclusão.
Com os navios da classe Viana do Castelo, os próprios estaleiros navais do mesmo nome viram o seu fim em Dezembro de 2013.

Posteriormente ao cancelamento não foram divulgados planos sobre a construção de mais navios do tipo ou sobre a aquisição de outros, já que a capacidade da marinha portuguesa para patrulha da sua extensa ZEE está limitada a meior precários.

A construção de patrulhas de menores dimensões nos estaleiros do Alfeite em Lisboa, é uma das possibilidades que ainda parecia estar em aberto no inicio de 2014.


Informação genérica:
A designação NPO 2000 é atribuida a duas classes de navios essencialmente concebidos em Portugal.

As duas classes têm a mesma base e a mesma motorização, ainda que enquanto uma se destina a operações de patrulha a outra esteja equipada para operações de limpeza e combate à poluição marítima.

Os patrulhas oceânicos da classe Viana do Castelo, da qual foram feitas seis encomendas pela marinha de guerra portuguesa, substituem as corvetas da classe João Coutinho.Inicialmente o número de navios era de dez NPO, a que se juntariam mais dois NCP. Os números iniciais foram sendo reduzidos para 8+2, depois para 6+2, até se chegar 4+2 (quatro NPO mais dois NCP).

Os Navios de Combate à Poluição da classe Sines, dos quais dois chegaram a ser encomendados, eram uma novidade na marinha portuguesa, que nunca possuiu unidades navais com estas características. Os materiais para a sua construção chegaram mesmo a ser comprados pelos estaleiros, a falência e dissolução da empresa inviabilizou a construção dos navios.

Por isso tanto os dois NCP (navio de combate à poluição) como os dois NPO restantes, foram alvo do cancelamento de um contrato entre o Estado Português e os estaleiros ENVC em Setembro de 2012.


   
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