Navios deste tipo:

Courageous 1916
Cruzador de batalha
Courageous 1925
Porta aviões

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Cruzador de batalha


Reino Unido
Cruzador de batalha classe
Courageous 1916
(tipo Courageous)
Courageous

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 19180 Ton
Deslocamento máx. : 22360 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 239.8 M - Largura: 24.7M
Calado: 6.8 M.
18 x Caldeiras (carvão) Yarrow (0)
4 x Turbinas acopladas Parsons (90000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 842 Autonomia: 10500Km a 16 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 32 nós

Canhões / armamento principal
4 x Armstrong 381mm /42 Mk.I Mod.1912 UK (Calibre: 381mm/Alcance: 26.52Km)


Forum de discussão

Os três cruzadores de batalha da classe Courageous, deveriam ser versões melhoradas da classe Renown. A sua encomenda foi complicada por uma restrição à construção de cruzadores pesados, que levou a que embora com um deslocamento máximo de mais de 22,000 toneladas métricas, os navios fossem classificados como «grandes cruzadores ligeiros».

Os navios deveriam possuir armamento poderoso (15 polegadas / 381mm) e uma velocidade elevada, mas para conseguir essa velocidade com uma motorização menos potente, eles precisaram ver a sua blindagem muito reduzida.
Na verdade a estrutura dos navio era tão leve e ligeira, que foi necessário criar reforços adicionais para absorver a energia dos disparos do armamento principal.

O numero de peças principais também era menor, pois apenas duas torres duplas estavam instaladas, num total de quatro peças de artilharia.

O terceiro navio, foi na prática uma experiência do almirantado, e consistiu na instalação de duas torres com apenas uma peça de artilharia de 457mm (18 polegadas). Estes foram os maiores canhões alguma vez instalados a bordo de navios da Royal Navy. Eles tinham um calibre apenas marginalmente inferior ao dos canhões dos dois super-couraçados da classe Yamato, construidos durante a II guerra mundial.

Os navios foram concebidos para corresponder à visão do Alm.Fisher, para bombardeamento costeiro, tinham uma protecção minima e como plataformas de tiro deixaram muito a desejar. Com apenas quatro peças principais os «spotters» do Glorious e do Courageous tinham dificuldade em fazer cálculos para corrigir o tiro.

Mais grave ainda era a situação do Furious. Só lhe chegou a ser instalado um dos canhões de 457mm. Quando foram efectuados disparos de teste, notou-se que a energia dissipada com os disparos das peças era demasiada para ser absorvida pela estrutura de um navio que era demasiado ligeiro. Os disparos provocaram fissuras na estrutura do navio, levando a que a ideia de o tornar operacional fosse abandonada.
Além disso, com apenas dois canhões, a correcção de tiro tornava-se quase impossível, o que o tornava numa arma de utilidade nula.

Pensados como plataformas rápidas para atacar posições em terra eles eram quase inuteis para combates entre navios.

O Courageous e o Glorious ainda participaram em operações navais mas foram passados rapidamente à reserva em Fevereiro de 1919.
O Furious, também passou à reserva em Novembro desse ano, mas já tinha sofrido modificações para o transformar parcialmente em porta-aviões.
Todos os três navios foram convertidos em porta-aviões e estavam ao serviço quando rebentou a II guerra mundial.

As quatro torres duplas do Glorious e do Courageous foram removidas e ficaram na reserva. Essas quatro torres foram posteriormente instaladas no couraçado HMS Vanguard, o último couraçado da Royal Navy.




Abaixo, o «grande cruzador ligeiro» «HMS Furious». A sua configuração é única, pois foi projectado para receber apenas duas peças de 457mm (duas torres com uma só peça). Apenas uma delas (à ré) chegou a ser instalada. Os primeiros testes mostraram que o navio era demasiado ligeiro e pouco resistente para resistir ao impacto dos disparos de canhões tão poderosos.

De imediato, foi decidido não instalar a torre à proa e em vez dela, instalar uma pista para aeronaves. O Furious operou como porta-aviões, quando ainda era na prática um «grande cruzador ligeiro». Abaixo, o Furious como ficou após a primeira modificação:


Abaixo: Imagem da única torre de 457mm que foi instalada no HMS Furious:

Informação genérica:
Estes três navios são provavelmente os mais difíceis de classificar de entre todos os navios ao serviço durante a I guerra mundial. Todos os navios desta classe começaram os seus dias como «grandes cruzadores ligeiros».

Eles podem ser também classificados como cruzadores de batalha, mas na realidade, a sua blindagem e configuração de armamento também não permite essa classificação.

Os planos do Almirante Fisher para invadir a Alemanha
Ainda antes do inicio da I guerra mundial, o almirantado britânico tinha desenvolvido planos para atacar os alemães no mar Báltico. Para isso eles precisavam de navios poderosamente armados, mas que fosse relativamente leves.
A leveza, estava relacionada não com a blindagem, mas sim com o calado (a parte do navio que fica abaixo da linha de água).
Os britânicos esperavam atacar as defesas costeiras alemãs com os poderosos canhões dos seus navios, mas esses navios deveriam poder passar em áreas de águas quase rasas, onde os grandes couraçados alemães teriam mais dificuldade em os perseguir.
Após o bombardeamento, os navios poderiam utilizar a sua superior velocidade para escapar aos couraçados alemães.

A insistência de Fisher levou a que três navios acabassem por ser lançados em 1915. Dois deles estavam armados com quatro canhões de 381mm e um terceiro, o HMS Furious, com apenas dois enormes canhões de 457mm (apenas um foi instalado à ré).

As ideias de Fisher rapidamente cairam por terra, especialmente após o fiasco da campanha dos Dardanelos e o seu plano passou a ser conhecido como «Fisher's Folley» ou a Loucura de Fisher. A primeira consequência foi que o navio que tinha deixado de ter qualquer utilidade (o HMS Furious) foi rapidamente utilizado como plataforma para testar a utilização de aeronaves no mar. O espaço que estava reservado à peça de proa (que nunca foi instalada) foi modificado para instalar uma pista para aeronaves. Posteriormente a peça à ré também foi removida.

Todos estes navios foram retirados de serviço em 1919. Furious já tinha começado a ser convertido em porta-avioões e com o tratado de limitação de construções navais, os seus dois meio-irmãos também foram convertidos em porta-aviões durante os anos 20.

Os três navios estavam ao serviço quando teve inicio a II guerra mundial. Curiosamente o mais antigo deles, sobreviveu à guerra, mas os outros dois foram vitimas do conflito logo desde o inicio. O Courageous foi afundado duas semanas após o inicio da guerra e o Courageous foi afundado por um cruzador dabatalha alemão no mar do norte no inicio de 1940.


   
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