Navios deste tipo:

Courageous 1916
Cruzador de batalha
Courageous 1925
Porta aviões

Listar navios do tipo
Porta aviões


Reino Unido
Porta aviões classe
Courageous 1925
(tipo Courageous)
Courageous

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 22500 Ton
Deslocamento máx. : 27560 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 224.02 M - Largura: 27.58M
Calado: 8.53 M.
18 x Caldeiras (oleo) Yarrow (smalltube) (0)
4 x Turbinas acopladas Parsons (90000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1216 Autonomia: 10500Km a 16 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 31.6 nós

Aeronaves embarcadas
- 48 x Fairey Swordfish


Forum de discussão

Inicialmente construidos como cruzadores de batalha, os três navios desta classe foram todos convertidos para porta-aviões, após o Tratado de Washington ter determinado uma redução no numero de navios e uma moratória nas novas construções de couraçados.

Mas o tratado de Washington (cujas negociações decorreram entre Novembro de 1921 e Fevereiro de 1922) estabelecia limites para os couraçados, que implicavam o abate de muitos couraçados, mas permitia a construção de 125,000t de porta-aviões tanto pelos britânicos como pelos norte-americanos. Isto permitia aos dois países (e ao Japão, que foi autorizado a construir porta-aviões até 81,000t) a construção de vários navios do tipo

Os britânicos, que já tinham começado a converter o Furious optaram por também transformar os restantes dois navios da classe em porta-aviões.
O Courageous e o Glorious eram idênticos, mas o Furious, que tinha sido adaptado a partir de um cruzador de batalha experimental, tinha menor capacidade para transportar aeronaves tendo sido o primeiro navio da Royal Navy a receber o pouso de uma aeronave.

Os navios que inicialmente tinham duas pistas separadas foram modificados para receber apenas uma pista, equipada com duas catapultas com uma potência capaz de lançar 3600kg.

De todos os três navios, o Furious foi o mais estranho de todos, pois foi o único que inicialmente serviu como plataforma experimental para dois grandes canhões de 457mm (apenas uma foi instalada). O navio foi rapidamente modificado, primeiro com instalação de uma plataforma para aeronaves à proa, no lugar da torre de 457mm que não chegou a ser instalada. Posteriormente foi removida também a peça da ré e substituída por uma segunda plataforma.

O Furious foi o único navio a operar como porta-aviões durante a I guerra mundial. Ele foi posteriormente retirado para modificações e todos os ensinamentos foram utilizados para a conversão total a que o navio foi submetido durante a primeira metade dos anos 20. O Japão teve em consideração a experiência britânica na concepção dos seus próprio porta-aviões.



Courageous
Logo no inicio da II guerra mundial os britânicos colocaram o Courageous em missões de patrulha anti-submarina.

Os britânicos tinham experimentado o sistema ASDIC de sonar, que se tinha mostrado eficiente. Por isso julgaram que o porta-aviões, escoltado por quatro contra-torpedeiros, era invulnerável.

A confiança veio a revelar-se fatal. A 17 de Setembro de 1939, apenas duas semanas após o inicio do conflito, ainda a Polónia não se tinha rendido, dois torpedos lançados pelo submarino alemão U29 a uma distância em que o submarino não podia ser detectado pelo ASDIC atingem o HMS Courageous. O navio afundou-se com a perda de 518 vidas. Após o afundamento todos os seis porta-aviões da Royal Navy foram retirados das missões de patrulha anti submarina.

Glorious
O Glorious participou na caça ao couraçado de bolso alemão Admiral Scheer. Ele esteve ao serviço na Ásia no inicio de 1940 mas voltou à Grã Bretanha para apoiar as operações contra a Noruega. Ele foi encontrado pelo couraçado alemão Scharnhorst, que o afundou a tiros de canhão a 8 de Junho de 1940. Na acção escaparam apenas 44 dos 1400 tripulantes.

Furious
O Furious foi o primeiro dos três navios a ser convertido (entre 1921 e 1925), no entanto ele tinha já sido modificado ainda durante a I guerra mundial para operar aeronaves ainda que com uma pista rudimentar, que foi colocada no lugar de uma torre de artilharia que nunca chegou a ser instalada.
Ele chegou a lançar os seus sete aviões contra Zepelins alemães com sucesso durante a fase final da primeira guerra.
O navio voltou a ser enviado para os estaleiros para ser objecto de uma grande conversão em que as suas duas pistas foram substituídas por uma pista única. Após a reconstrução ele passou a ter capacidade para transportar até 36 aeronaves (os outros dois navios podiam operar 48). Embora sendo o mais antigo dos três navios, ele participou em várias missões como o apoio aos desembarques no norte de África e até 1944, quando os seus aviões tentaram atacar o couraçado Tirpitz. No entanto em 1944 ele estava já irremediavelmente obsoleto e foi passado à reserva após o desembarque na Normandia e desmantelado em 1948.
Informação genérica:
Estes três navios são provavelmente os mais difíceis de classificar de entre todos os navios ao serviço durante a I guerra mundial. Todos os navios desta classe começaram os seus dias como «grandes cruzadores ligeiros».

Eles podem ser também classificados como cruzadores de batalha, mas na realidade, a sua blindagem e configuração de armamento também não permite essa classificação.

Os planos do Almirante Fisher para invadir a Alemanha
Ainda antes do inicio da I guerra mundial, o almirantado britânico tinha desenvolvido planos para atacar os alemães no mar Báltico. Para isso eles precisavam de navios poderosamente armados, mas que fosse relativamente leves.
A leveza, estava relacionada não com a blindagem, mas sim com o calado (a parte do navio que fica abaixo da linha de água).
Os britânicos esperavam atacar as defesas costeiras alemãs com os poderosos canhões dos seus navios, mas esses navios deveriam poder passar em áreas de águas quase rasas, onde os grandes couraçados alemães teriam mais dificuldade em os perseguir.
Após o bombardeamento, os navios poderiam utilizar a sua superior velocidade para escapar aos couraçados alemães.

A insistência de Fisher levou a que três navios acabassem por ser lançados em 1915. Dois deles estavam armados com quatro canhões de 381mm e um terceiro, o HMS Furious, com apenas dois enormes canhões de 457mm (apenas um foi instalado à ré).

As ideias de Fisher rapidamente cairam por terra, especialmente após o fiasco da campanha dos Dardanelos e o seu plano passou a ser conhecido como «Fisher's Folley» ou a Loucura de Fisher. A primeira consequência foi que o navio que tinha deixado de ter qualquer utilidade (o HMS Furious) foi rapidamente utilizado como plataforma para testar a utilização de aeronaves no mar. O espaço que estava reservado à peça de proa (que nunca foi instalada) foi modificado para instalar uma pista para aeronaves. Posteriormente a peça à ré também foi removida.

Todos estes navios foram retirados de serviço em 1919. Furious já tinha começado a ser convertido em porta-avioões e com o tratado de limitação de construções navais, os seus dois meio-irmãos também foram convertidos em porta-aviões durante os anos 20.

Os três navios estavam ao serviço quando teve inicio a II guerra mundial. Curiosamente o mais antigo deles, sobreviveu à guerra, mas os outros dois foram vitimas do conflito logo desde o inicio. O Courageous foi afundado duas semanas após o inicio da guerra e o Courageous foi afundado por um cruzador dabatalha alemão no mar do norte no inicio de 1940.


   
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