Navios deste tipo:

Aquitaine
Fragata
Carlo Bergamini
Fragata
Mohamed VI
Fragata

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Fragata


Marrocos
Fragata classe
Mohamed VI
(tipo FREMM)
FREMM

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 4800 Ton
Deslocamento máx. : 5800 Ton.
Tipo de propulsão: CODLAG - Diesel-electrica e Turbina a gás
Comprimento: 137 M - Largura: 19.5M
Calado: 4.2 M.
1 x Turbina a Gás General Electric-Avio LM-2500 (48000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 108 Autonomia: 11000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 27 nós

Canhões / armamento principal
1 x Oto-Melara 76mm Super Rapid / Compact (Calibre: 76mm/Alcance: 16Km)

Misseis
Sistema de lançamento N/DEXOCET MM-40 Block III8 x MBDA EXOCET MM-40 Block III (Anti-navio)


Forum de discussão

A fragata Mohamed VI faz parte de uma classe de um único navio, adquirido por Marrocos para servir na sua marinha. A FREMM marroquina será o mais moderno navio de guerra de uma marinha de um país africano.

A fragata marroquina será essencialmente idêntica à versão francesa, igualmente produzida nos estaleiros de Lorient. A diferença mais significativa será a não utilização pelos navios marroquinos do novo míssil de cruzeiro Scalp-Naval.

O contrato para a aquisição do navio foi negociado em Abril de 2001 e na segunda metade de 2011 foi anunciado que a marinha de Marrocos estará interessada na aquisição de uma segunda unidade do tipo.

Espera-se que com a entrada ao serviço deste navio, seja retirado do serviço activo a fragata ligeira Mohamed V do tipo Descubierta / João Coutinho.


Informação genérica:
Concebidas com uma clara influência das fragatas «Stealth» da classe La Fayette, as fragatas FREMM, iniciais de Fragata Multi Missões, são navios polialentes destinados especialmente a substituir na marinha francesa a classe Tourville. A partir de 2002 a marinha da Italia juntou-se ao projecto, que passou a ser um projecto franco-italiano.
Na marinha italiana os navios são destinados a substituir as fragatas da classe Maestrale.

Além da versão base, com aplicações múltiplas, foram também concebidas versões especializadas, uma das quais conhecida como «FREDA» deverá assumir a função de fragata de defesa aérea, uma versão mais economica que os caríssimos contra-torpedeiros do tipo «Horizon».

Os navios franceses e italianos partilham muitos dos sistemas, o que sempre foi o objectivo principal, pois isso permite reduzir os custos. No entanto, as diferenças entre os dois são muito mais substanciais do que aquelas que se encontram nos contra-torpedeiros do tipo «Horizon» de que também resultaram navios para as duas marinhas.
As várias industrias dos dois países e as necessidades operacionais acabaram por conduzir à a instalação de sistemas diferentes a bordo.

Os navios franceses utilizam mísseis Exocet e os italianos misseis Otomat. Os navios franceses têm capacidade para operar um helicóptero enquanto que os italianos estão preparados para operar dois.
Os radares também serão diferentes, com os franceses a optar pelo HERAKLES e os italianos pelo radar EMPAR.

Já os sistemas de propulsão e os torpedos serão idênticos.

Além dos navios para a França e para a Itália, parte dos quais estão em dúvida por causa dos custos, Marrocos colocou uma encomenda para uma unidade e a Grécia demonstrou interesse na aquisição de seis unidades.
As unidades gregas terão capacidade para lançamento de mísseis Scalp-Naval e utilizarão o míssil VL-MICA para defesa próxima.

Mais recentemente, especulações apontam o Brasil como um dos países interessados no projecto, para substituir as seis fragatas da classe Niteroi e as quatro fragatas da classe Greenhalg, por navios deste tipo, com pelo menos dois e até quatro dos navios dedicados à defesa aérea.


   
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