Navios deste tipo:

Broadsword
Fragata
Boxer
Fragata
Cornwall
Fragata
Greenhalgh
Fragata
Almirante Williams
Fragata
Regele Ferdinand
Fragata

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Fragata


Reino Unido
Fragata classe
Boxer
(tipo Type 22)
Type 22

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 4100 Ton
Deslocamento máx. : 4800 Ton.
Tipo de propulsão: COGAG - Turbina a gás e turbina a gás
Comprimento: 146.5 M - Largura: 14.8M
Calado: 6.4 M.
2 x Turbina a Gás Rolls Royce Tyne RM1C (9700cv/hp)
2 x Turbina a Gás Rolls Royce Spey SM1A (37540cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 273 Autonomia: 8000Km a 18 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 30 nós

Canhões / armamento principal
4 x MSI Defence 30mm DS-30B (Calibre: 30mm/Alcance: 3Km)

Misseis
Sistema de lançamento MM38LEXOCET MM-384 x MBDA EXOCET MM-38 (Anti-navio)
Sistema de lançamento GWS-25GWS-25 Mod.0/3 «Seawolf»12 x MBDA GWS-25 Mod.0/3 «Seawolf» (Defesa de ponto)


Forum de discussão

A classe Boxer é na realidade uma das três classes das fragatas conhecidas como «Type 22» e correspondem ao segundo lote de navios construido (batch 2).

Como os quatro navios do lote anterior as Boxer/Type-22 batch II, também se caracterizaram por não possuir armamento principal de canhões, pois nos anos 70 a Royal Navy acreditava que navios pensados para a luta anti-submarina não precisariam entrar em combate directo com outros navios.

Os navios do lote 2 são mais longos, porque não estavam limitados pela dimensão da doca onde deviam ser construidos.
As linhas da proa do navio também foram modificadas. As fragatas do lote 2, apresentam um proa mais afilada e mais elegante que a dos quatro navios anteriores. Esta característica dava-lhes melhor comportamento em alto-mar a alta velocidade.

Internamente porém, havia modificações mais importantes, entre as quais se contava um sistema de gestão de dados de combate muito mais sofisticado.

Nenhum dos navios da classe estava ao serviço quando ocorreu o conflito nas Malvinas, mas todos os navios estavam já em construção quando o conflito ocorreu, pelo que os ensinamentos daquela guerra não puderam ser aproveitados.


Informação genérica:
As fragatas Type 22 ou classe Broadswoard foram as sucessoras da classe Leander. A primeira destas fragatas foi incorporada na marinha britânica em 1979 e a primeira série da classe foi constituida por quatro navios.

A principal função dos navios era a luta anti-submarina, pelo que quando foram projectados, pensou-se que não seriam necessários canhões, pelo que as Broadsword não contam com canhões de maior calibre que 20mm e o seu armamento principal é apenas constituido por mísseis anto-navio Exocet e mísseis anti-aéreos Seawolf.

Notou-se a infuência norte-americana, que também tinha construido as fragatas Perry sem pensar na necessidade de um canhão de maior calibre, que acabou por ser incluido no design, por pressão dos setores mais conservadores da marinha norte-americana.

Dois dos navios do primeiro lote das fragatas tipo 22, também conhecidos por classe «Broadsword» estiveram no Atlântico Sul em 1982.

Nos anos 90, os quatro navios foram transferidos para a Marinha do Brasil.

Type 22 «batch 2»

O lento processo de desenvolvimento e as características dos estaleiros levaram ao desenho de uma classe modificada, que ficou conhecida como lote dois (batch 2) en inglês.
Trata-se de navios de maiores dimensões, que continuaram sem um armamento principal de maior calibre.

Type 22 «batch 3»

Já depois da guerra nas Malvinas, a falta do armamento principal foi reconhecida, dando assim lugar ao lote três (batch 3).
Esse terceiro grupo de navios da classe distingue-se por possuir uma torre armada com um canhão de 114,5mm à proa.


Alguns navios do lote II foram vendidos a marinhas estrangeiras. Um foi vendido ao Chile e dois foram vendidos à Roménia.
Estes navios sofreram modificações para lhes instalar uma peça de artilharia de 76mm.

Com os planos britânicos para cortes na defesa, os quatro navios do terceiro lote foram retirados de serviço e colocados na situação de reserva, podendo ser vendidos a outras marinhas.


   
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