Navios deste tipo:

Broadsword
Fragata
Boxer
Fragata
Cornwall
Fragata
Greenhalgh
Fragata
Almirante Williams
Fragata
Regele Ferdinand
Fragata

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Fragata


Reino Unido
Fragata classe
Cornwall
(tipo Type 22)
Type 22

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 4200 Ton
Deslocamento máx. : 4900 Ton.
Tipo de propulsão: COGOG (Combinada Gás ou Gás)
Comprimento: 148.1 M - Largura: 14.8M
Calado: 6.4 M.
2 x Turbina a Gás Rolls Royce Tybe RM3C (10680cv/hp)
2 x Turbina a Gás Rolls Royce Spey SM1A (29500cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 250 Autonomia: 8600Km a 18 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 30 nós

Canhões / armamento principal
1 x Vickers Defence 114mm Vickers Mk 8 mod.1 (Calibre: 114mm/Alcance: 22Km)
1 x Thales Nederland 30mm SGE-30 «Goalkeeper» (Calibre: 30mm/Alcance: 3.5Km)

Misseis
Sistema de lançamento N/DGWS-25 Mod.0/3 «Seawolf»16 x MBDA GWS-25 Mod.0/3 «Seawolf» (Defesa de ponto)
Sistema de lançamento N/DHarpoon RGM 84D8 x Boeing Harpoon RGM 84D (Anti-navio)

Radares
- Kelvin Hughes KH-1007 (F) (Navegação - Al.med: 37Km)
- ALENIA-Marconi T-967/968 (Pesquisa aérea - Al.med: 90Km)


Forum de discussão

Os quatro navios da classe Cornwall (Type 23 lote 3) são a terceira e última versão dos navios do tipo Broadsword.

A construção destes navios não estava prevista e foi resultado direto da guerra nas Malvinas. Ao contrário das duas classes anteriores, os quatro Cornwall receberam um armamento principal composto por um canhão de 114,5mm (armamentop comum a outros navios briotânicos) pois a sua falta tinha sido muito sentida nos navios da classe que estiveram no conflito no Atlântico Sul.

Além de dotar a Royal Navy com fragatas equipadas com canhões (as primeiras quatro Broadsword ao Brasil entre 1995 e 1997) estes quatro navios também serviram para substituir as perdas de guerra ocorridas nas Malvinas, dado durante aquele conflito a Royal Navy ter perdido vários navios.

Além da incorporação de um armamento principal convencional, as Cornwall também passaram a incorporar mísseis Harpoon, que os britânicos consideraram ser mais eficientes que os Exocet que equipavam os outros navios do tipo.

As quatro fragatas do tipo Cornwall prefizeram 20 anos de serviço entre 2008 e 2010. Em 2011 foi decidido retirar de serviço todos os quatro navios, que foram colocados em situação de reserva.
Por se tratar unidades navais que ainda possuem um considerável valor militar e que podem continuar ao serviço em outras marinhas, eles podem eventualmente vir a ser vendidos.


Informação genérica:
As fragatas Type 22 ou classe Broadswoard foram as sucessoras da classe Leander. A primeira destas fragatas foi incorporada na marinha britânica em 1979 e a primeira série da classe foi constituida por quatro navios.

A principal função dos navios era a luta anti-submarina, pelo que quando foram projectados, pensou-se que não seriam necessários canhões, pelo que as Broadsword não contam com canhões de maior calibre que 20mm e o seu armamento principal é apenas constituido por mísseis anto-navio Exocet e mísseis anti-aéreos Seawolf.

Notou-se a infuência norte-americana, que também tinha construido as fragatas Perry sem pensar na necessidade de um canhão de maior calibre, que acabou por ser incluido no design, por pressão dos setores mais conservadores da marinha norte-americana.

Dois dos navios do primeiro lote das fragatas tipo 22, também conhecidos por classe «Broadsword» estiveram no Atlântico Sul em 1982.

Nos anos 90, os quatro navios foram transferidos para a Marinha do Brasil.

Type 22 «batch 2»

O lento processo de desenvolvimento e as características dos estaleiros levaram ao desenho de uma classe modificada, que ficou conhecida como lote dois (batch 2) en inglês.
Trata-se de navios de maiores dimensões, que continuaram sem um armamento principal de maior calibre.

Type 22 «batch 3»

Já depois da guerra nas Malvinas, a falta do armamento principal foi reconhecida, dando assim lugar ao lote três (batch 3).
Esse terceiro grupo de navios da classe distingue-se por possuir uma torre armada com um canhão de 114,5mm à proa.


Alguns navios do lote II foram vendidos a marinhas estrangeiras. Um foi vendido ao Chile e dois foram vendidos à Roménia.
Estes navios sofreram modificações para lhes instalar uma peça de artilharia de 76mm.

Com os planos britânicos para cortes na defesa, os quatro navios do terceiro lote foram retirados de serviço e colocados na situação de reserva, podendo ser vendidos a outras marinhas.


   
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