Navios deste tipo:

Galicia (1923)
Cruzador ligeiro

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Cruzador ligeiro


Espanha
Cruzador ligeiro classe
Galicia (1923)
(tipo Emerald)
Emerald

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 7475 Ton
Deslocamento máx. : 9237 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 176.63 M - Largura: 16.46M
Calado: 5.03 M.
8 x Caldeiras (oleo) Yarrow (0)
4 x Turbinas acopladas Parsons (80000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 564 Autonomia: 0Km a 0 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 33 nós

Canhões / armamento principal
8 x Vickers Defence 152mm /50 MK.XXIII (UK) (Calibre: 152mm/Alcance: 23.3Km)


Forum de discussão

Encomendados nos ano 20, os cruzadores ligeiros da classe Galicia são derivados dos cruzadores ligeiros rápidos da classe «E» ou Emerald, concebidos na Grã Bretanha na fase final da I guerra mundial, para conter a ameaça de navios rápidos alemães.

Os Galicia no entanto foram revisados para lhes permitir uma utilização mais convencional.
O sistema motriz foi mantido, e a potência era igual (80,000cv) mas o armamento tinha um arranjo diferente com quatro torres duplas de 6 polegadas (uma peça a mais que nos navios da classe E). Em testes o primeiro navio da classe chegou a atingir uma velocidade máxima de 34,7 nós, com uma «potência de eixo» de 83,000cv.
A autonomia dos navios continuou relativamente reduzida, implicando que se destinavam a serviço na Peninsula Ibérica.

Os navios sobreviveram à guerra civil e foram sujeitos a uma modernização durante a II guerra mundial, que só ficou completa com o fim do conflito mundial. A dificuldade em obter peças foi um dos problemas.
Os navios também viram o seu deslocamento máximo ser aumentado.
A modificação mais importante foi a substituição das torre de proa e popa na posição «A» e «X» por torres duplas.
A torre dupla central foi removida (no caso dos navios da república isso ocorreu ainda durante o conflito)

Os três navios desta classe estiveram dos dois lados do conflito espanhol.
O Libertad, e o Miguel de Cervantes estavam no porto de Ferrol quando começou a guerra. Em 17 de Julho receberam ordens para se dirigirem para sul, para o estreito de Gibraltar, onde deveriam apoiar a transferência do exército marroquino espanhol para a peninsula. Inicialmente o comando dos navios optou pela facção fascista, mas durante a viagem uma revolta de marinheiros a bordo dos navios forçou a sua passagem para o lado governamental, de onde tentaram bloquear o estreito, bombardeando La Linea e Ceuta em 22 e 25 de Julho.

Já o Almirante Cervera, também estava em Ferrol em de 17 Julho, mas em doca-seca. Embora a tripulação e o comandante não tivessem aderido ao golpe, não puderam remover o navio da doca.
Em 21 de Julho as forças leais aos rebeldes fascistas tomaram o navio e fuzilaram parte da guarnição.
O Almirante Cervera foi posteriormente enviado para o estreito de Gibraltar, para apoiar a transferência do exército muçulmano espanhol de Marrocos para a peninsula ibérica em Setembro de 1936.

Na imagem abaixo, o Galicia (ex Libertad) após a modernização.
De notar as duas torres duplas «de proa» e comparar com a imagem de topo, onde se vê a configuração inicial dos navios.




O primeiro navio da classe foi inicialmente baptizado de «Principe Alfonso». Com o fim da monarquia e a implantação da república em Espanha ele foi rebaptizado «Libertad». O navio esteve do lado da república durante a guerra civil. Com o fim do conflito ele foi mais uma vez rebaptizado «Galicia», nome que manteve até ser retirado de serviço..
Informação genérica:
Desenvolvidos a partir de 1915 e encomendados no inicio de 1918, ainda a I guerra mundial não tinha terminado, os navios do tipo «E» pretendiam ser plataformas tão rápidas quanto possível, aceitando-se no projeto que a sua proteção seria mínima.
A construção foi autorizada quando correram notícias sobre uma nova classe alemã de cruzadores a que se juntavam novos navios para a guerra de minas, igualmente rápidos e letais.
Como a a Royal Navy não tinha navios capazes de responder eficientemente a esta ameaça, foi decidido construir navios que pudessem atingir uma velocidade muito elevada.
Os navios não precisavam de muita blindagem nem de uma grande autonomia, já que se destinavam ao combate em áreas próximas à costa.

Para poupar tempo os britânicos recorreram à anterior classe Danae e efectuaram várias modificações, a maior das quais resultou num navio mais estreito e mais longo, o que permitia uma maior velocidade, ainda que isso tivesse implicado um deslocamento 50% maior.
Para compensar, a potência instalada foi praticamente duplicada.

O resultado foi uma classe de navios que atingia a velocidade de um contra-torpedeiro (33 nós).
O armamento principal foi constituído por sete canhões de 6 polegadas (152mm) instalados em sete torres.

Classe Galicia

A classe Emerald foi utilizada como base para o desenho dos cruzadores ligeiros da classe «Principe Alfonso», posteriormente designada Galicia, concebidos na Grã Bretanha para a marinha espanhola. Os Galicia receberam um sistema motriz similar com 80,000cv mas viram a configuração da colocação das armas revista.
Os Galicia receberam quatro torres duplas de 6 polegadas. As duas torres centrais colocadas em posição lateral também foram removidas e substituídas por armamento secundário.


   
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