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França
Porta aviões classe
Clemenceau
(tipo Clemenceau)
Clemenceau

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 24200 Ton
Deslocamento máx. : 32780 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 265 M - Largura: 51.2M
Calado: 8.6 M.
6 x Caldeiras (oleo) (0)
2 x Turbina a vapor Parsons (126000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1338 Autonomia: 0Km a 0 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 32 nós

Canhões / armamento principal
4 x DCN - Naval 100mm Creusot-Loire m.53 (Calibre: 100mm/Alcance: 17Km)

Misseis
Sistema de lançamento Crotale naval / HQ-7Crotale R44032 x Thomson-CSF / Thales Crotale R440 (Defesa Anti-Aérea)


Forum de discussão

A ordem para a construção dos dois porta-aviões franceses da classe Clemenceau foram dadas a 26 de Maio de 1954. Até ali, a França, que já tinha tido começado a desenvolver porta-aviões ainda antes da II guerra mundial, tinha recebido o porta-aviões de escolta Dixmude (ex Biter) em 1945 e em 1946 receberam o porta-aviões ligeiro Arromanches (ex Colossus), que inicialmente seria emprestado por cinco anos, mas que posteriormente foi comprado pelos franceses.

No entanto, o desenvolvimento da aviação navl, rapidamente transformou os porta-aviões do period da II guerra em plataformas demasiado pequenas e lentas para a operação de aeronaves mais pesadas.

Por essa razão, embora a França tivesse projectado um porta-aviões de 20,000t de deslocamento máximo, derivado dos projectos do periodo da II guerra, ele acabou sendo cancelado em 1950, exactamente porque a sua dimensão foi considerada demasiado pequena.

A necessidade de meios aero-navais resultado dos problemas na Indochina levaram a França a voltar-se para os Estados Unidos, que lhe forneceram mais dois porta-aviões ligeiros (Lafayette, e Bois Belleau), navios com deslocamento máximo de 15,800t, mas capazes de atingir 32 nós de velocidade máxima. Os navios foram alugados e operaram aeronaves de motor a pistão Hellcat e Helldiver.

Um porta-aviões de maiores dimensões

Era no entanto evidente que com navios de segunda linha de proveniência americana ou britânica, a França ficaria numa situação de subalternidade, pelo que foi decidido desenvolver navios na França para responder às necessidades presentes e futuras.

O Clemenceau foi dotado de uma pista em ângulo de 8 graus, que permitia operações simultâneas de aterragem e descolagem.
Os elevadores estavam previstos para aeronaves com 15t mas o limite teve que ser aumentado para 20t .
O hangar tem 180m de comprimento, ainda que apenas 152m possam ser utilizados, uma largura que varia entre 22 e 24m e uma altura de 7m.
A descolagem dos aviões é auxiliada por duas catapultas Mitchel-Brown que têm 52m de comprimento.

O armamento principal dos Clemenceau era constituido or oito torres de 100mm, que tinham capacidade para tiro anti-aéreo. Esse número foi posteriormente reduzido para quatro, altura em que quatro delas foram substituidas por lançadores de mísseis de curto alcance Crotale. Cada sistema tem capacidade para oito mísseis, podendo portanto ser transportados 32 prontos para disparar.


Informação genérica:
Classe de porta-aviões franceses construida no fim dos anos 50 e constituida por duas unidades, o Foch e o Clemenceau.

A classe destinou-se a substituir porta-aviões de origem norte-americana e britânica que tinham sido fornecidos aos franceses após o final da II guerra mundial.

Tratou-se da primeira classe de porta-aviões completamente planejados e construidos na França após a II guerra mundial.

Os navios estiveram ao serviço até ao final do século XX, altura em que foram retidados de serviço.

O Clemenceau, iniciou um lento processo em que se movimentou pelos mares, sendo recusado pelos estaleiros que não queriam aceita-lo para desmanche por causa da grande quantidade de amianto (asbestos) que foi aplicado no navio durante a construção nos anos 50, altura em que aquele produto ainda não tinha sido declarado nocivo para a saúde.

O segundo navio, não foi desmanchado, mas em vez disso vendido à marinha do Brasil.

Naquele país, o navio foi submetido a várias modificações, mas problemas com as tubagens resultaram num acidente que enviou o navio para os estaleiros durante a segunda metade da primeira década do século.


   
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