Navios deste tipo:

Orion
Couraçado «tipo Dreadnought»
King George V (1912)
Couraçado «tipo Dreadnought»
Erin
Couraçado «tipo Dreadnought»
Iron Duke
Couraçado «tipo Dreadnought»

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Couraçado «tipo Dreadnought»


Reino Unido
Couraçado «tipo Dreadnought» classe
Erin
(tipo Orion)
Orion

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 22780 Ton
Deslocamento máx. : 25250 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 170.5 M - Largura: 27.9M
Calado: 8.7 M.
15 x Caldeiras (carvão) Babcock & Wilcox (0)
4 x Turbina a vapor Parsons (26500cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1070 Autonomia: 9500Km a 10 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 21 nós

Canhões / armamento principal
10 x Armstrong 343mm /50 mm Mk V (2x) (Calibre: 343mm/Alcance: 21.8Km)


Forum de discussão

Em 1911, com várias marinhas do mundo a adquirir navios do tipo Dreadnought, a marinha da Turquia colocou uma encomenda para dois navios do tipo aos estaleiros britânicos.
No entanto, os problemas financeiros da Turquia, que se juntaram à guerra nos Balcãs, levaram o país a reduzir a encomenda para apenas um navio.

O Reshadieh, deveria ser dos mais poderosos navios do mundo à altura, equipado com canhões de 343mm (13,5 polegadas) ele era uma soma de características dos couraçados da classe «King George V» com os mais poderosos «Iron Duke», todos navios equivalentes aos Orion.

Embora com o mesmo tipo de armamento principal dos restantes derivados do tipo Orion (10 canhões de 343mm agrupados em cinco torres duplas), o Reshadieh copiou os navios da classe Iron Duke, contando com uma bateria secundária de maior poder, dado possuir um total de 16 peças de 152mm (6 polegadas).

A maior quantidade de canhões secundários foi permitida pela redução da quantidade de carvão transportado (menos 1130t e menos 30% em termos de milhas navegáveis), já que o navio tinha sido concebido para a marinha da Turquia para operações restritas ao mar Negro e ao Mediterrâneo oriental.
A possibilidade de combater no mar Egeu, levou a que o navio fosse mais curto, podendo por isso fazer uma curva de 180º num menor espaço.
Também o cinturão contra torpedos era ligeiramente menos espesso.

O inicio da I guerra mundial levou os britânicos a tomar posse administrativa do couraçado Reshadieh (o nome que os turcos haviam dado ao navio) rebaptizando-o HMS Erin.

O navio operou essencialmente no mar do norte, pelo que a sua menor autonomia nunca mostrou ser um problema.

Irritação turca

No entanto, a tomada dos navios pelos britânicos irritou prundamente o governo de Istambul. A tensão latente entre britânicos e turcos acabaria por levar o Império Otomano para o campo das potências centrais, aliando-se com o Império Alemão e com o Império Autro-Hungaro.


Informação genérica:
Os navios do tipo Orion, constituidos por três distintas classes de couraçados, num total de 12 navios, são o resultado do falhanço britânico em tentar evitar a corrida aos armamentos navais. Quando em 1908 a Austro-Hungria anexou a Bosnia-Herzegovina e teve o total apoio da Alemanha os britânicos concluiram que teriam que precaver-se contra as intenções agrassivas das potências centrais.

Os novos couraçados britânicos foram pensados para permitir aumentar o poder de fogo , comparativamente com os couraçados até aí construidos. Os couraçados da era «Dreadnought» caracterizavam-se por utilizar uma bateria principal com canhões de 305mm.
Assim, com os couraçados da classe Orion, os britânicos vão passar a utilizar o calibre 343mm (13.5") como calibre do seu armamento principal.

Queremos oito e não queremos esperar ...

O programa de armamento de 1909 que se seguiu, e que ficou conhecido pela frase propagandistica «We want eight and we wont wait» ou queremos oito e não esperamos, pedia a construção de nada mais nada menos que oito couraçados ainda mais poderosos que os Dreadnought (e seus derivados).
A opção alemã por aumentar o calibre dos seus couraçados da classe Kaiser para 305mm (em vez de 280mm) também influiu na decisão.

Pouco mais pesados que os canhões de 305mm os modelos britânicos de 343mm ofereciam vantagens perante os alemães e sem a necessidade de ter que recorrer a um aumento da velocidade do projectil, que reduzia drásticamente a vida útil da arma.
Um aumento na elevação de 15 graus para 20 graus, também permitiu aumentar o alcance das armas.

A primeira das classes seria a Orion, constituida por quatro navios (Conqueror, Monarch, Orion e Thunderer).
Fazem também parte deste tipo de navios, os couraçados da classe King George V.

Com os oito couraçados do programa lançados, o agravamento da situação internacional levou a Grã Bretanha a encomendar ainda mais quatro navios no progama de 1911/1912 baseados no mesmo modelo, os quatro couraçados da classe Iron Duke (Benbow, Emperor of India, Iron Duke e Marlborough), que são virtualmente idênticos. Os oito navios pedidos, passaram assim para doze.

De notar que nos «Iron Duke», voltou a ser instalada uma bateria secundária de peças de 6" (152mm), que são aliás uma das características distintivas da classe.
A remoção da bateria secundária tinha sido uma das características do Dreadnought, numa altura em que se acreditada que as batalhas navais seriam travadas a grandes distâncias, o que tornava a bateria secundária inutil, ficando os navios armados apenas com canhões de menor calibre (normalmente 3" / 76mm) para deefesa contra navios torpedeiros.

Reshadieh / Erin

Também parte deste agrupamento de navios está o couraçado Reshadieh, desenhado para a marinha do Império Otomano.
O Reshadieh foi lançado antes do Iron Duke, mas já contava com uma poderosa bateria secundária com 16 canhões de 6 polegadas (mais poderosa que a que seria instalada no Iron Duke).

O Reshadieh, único navio da classe seria o HMS Erin da Royal Navy.
As mais importantes características do Erin eram a sua poderosa bateria secundária e em contrapartida a sua reduzida autonomia.


   
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