Navios deste tipo:

Independence
Porta aviões ligeiro
Saipan
Porta aviões ligeiro
Lafayette 1951
Porta aviões ligeiro
Dedalo
Porta aviões ligeiro

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Porta aviões ligeiro


Estados Unidos da América
Porta aviões ligeiro classe
Saipan
(tipo Independence /Saipan)
Independence /Saipan

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 13154 Ton
Deslocamento máx. : 18750 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 208.4 M - Largura: 23.4M
Calado: 0 M.
4 x Caldeiras (oleo) Babcock & Wilcox (0)
4 x Turbina a vapor General Electric (100000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 0 Autonomia: 21682Km a 14 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 33 nós

Radares
- Westinghouse SK / CXFA (Combinado Aerea/superficie - Al.med: 17Km)


Forum de discussão

Quando o governo norte-americano solicitou que a marinha estudasse a conversão de cascos de cruzadores ligeiros da classe Cleveland para aumentar o número de porta-aviões disponível.

A marinha dos Estados Unidos mostrou aos governantes que construir um porta-aviões a partir de um casco originalmente concebido para um cruzador não seria uma boa ideia.

Entre os problemas apontados os almirantes defendiam que o navio teria problemas de estabilidade, resultado da colocação de uma coberta corrida, por cima da coberta blindada onde deveriam ser instaladas as torres dos cruzadores.

O ataque japonês levou no entanto a que o projeto de conversão fosse em frente, com modificações de emergência feitas em cascos de cruzadores que estavam em construção.

No entanto, a marinha nunca deixou de fazer pressão para que fosse desenhado um casco com base nos cruzadores Cleveland, mas desenhado desde raiz como porta-aviões.

A realidade demonstrou que os militares americanos estavam certos, já que a classe resultante da conversão de cascos de cruzadores (ver classe Independence) nunca operou de forma conveniente e demonstrou sofrer dos problemas que estavam previstos, além de outros.

A Classe Saipan, lançada mais tarde e já conforme os pedidos dos militares americanos, ao contrário da classe Independence, foi construida de raiz para operar como porta-aviões.
Por esta razão, embora muito parecidos com a classe Independence, os Saipan são internamente bastante diferentes daqueles e demonstraram não sofrer de muitos dos problemas que a classe anterior sofria.

Aprovação em 1943
Em 1943, foi finalmente aprovada a construção de uma classe de navios porta-aviões ligeiros, já não com base no casco de cruzadores ligeiros cuja construção já tinha sido iniciada, mas sim com base num projeto novo.

A autorização para a construção foi dada partindo do principio de que os porta-aviões ligeiros da classe Independence sofreriam perdas, necessitando substituição. A marinha poderia assim manter uma configuração de «task force» constituida por dois porta-aviões de esquadra e um porta-aviões ligeiro.

Construido de proposito para a função, o navio era mais longo (208,4m). Os navios eram originalmente mais largos e tinham por isso menos problemas de estabilidade.
O hangar de 86,6m de comprimento e 20,7m de largura era igualmente mais espaçoso que nos Independence. Completamente carregados os navios desta classe atingiam um deslocamento de 17,010t (toneladas métricas).

Capacidades superiores

Por ter sido construido de raiz e por ter incorporado modificações resultado da operação dos Independence, os Saipan foram geralmente considerados bastante superiores aos seus irmãos mais antigos. A configuração dos canhões para defesa aérea era idêntica à dos porta-aviões de esquadra da classe Essex e permitida pelo redesenho do casco.
A proteção contra torpedos também foi redesenhada e era igualmente superiorma mas o sistema motriz era o mesmo.

No entanto, a proteção lateral foi reduzida, por se achar que os navios não estariam nunca em contato direto com navios de superfície inimigos. Por serem mais leves os Saipan eram também mais rápidos (velocidade máxima de 33 nós) que os Independence.

O primeiro dos navios só foi lançado em 1944 e por isso ficou pronto apenas em 1946, já após o final do conflito.
Por serem navios relativamente equilibrados e modernos, os dois Saipan foram mantidos ao serviço após a II guerra mundial, embora tenham sido classificados como transportes de aviões (navios destinados a transportar aeronaves mas não a opera-las). Na década de 1960 os dois navios foram convertidos em navios de comunicação e comando, com a instalação de várias antenas por todo o navio. As catapultas e os cabos de retenção de aeronaves foram removidos e uma área exclusiva para a operação de helicópteros adicionada.

Os Saipan só foram declarados obsoletos, quando as comunicações por satélite passaram a ser comuns na marinha norte-americana.


Informação genérica:
A urgência norte-americana em evitar ficar sem novos porta-aviões quando a guerra se aproximava levou o governo dos Estados Unidos a pressionar a marinha para que desenvolvesse uma classe de porta-aviões ligeiros aproveitando o casco de cruzadores.

A marinha não acho boa ideia mas o inicio da guerra no pacífico e a falta de outras opções favoreceu o programa.

Os resultados não foram dos melhores.
Em primeiro lugar o programa de construção de porta-aviões de esquadra foi muito acelerado, pelo que o ritmo de construção destes acabou sendo superior.
Em segundo lugar, os receios da marinha relativamente às prestações de navios originalmente construidos para serem cruzadores ligeiros foram confirmados.

Na imagem acima o USS Cowpens CVL-25 em alto mar, demonstrando o problema de instabilidade dos navios da classe Independence.


Os navios eram demasiado pequenos e acanhados e comportavam-se mal em mar aberto com condições meteorologicas difíceis.

A classe Saipan pelo contrário, difere da classe Independence porque ao invés de serem construidos com base em projetos de cruzadores, eles utilizaram apenas o casco alongado mas foram completamente redesenhados e construidos propositadamente para a função.

Três navios da classe Independence foram colocados ao serviço das marinhas da França (Lafayette e Bois Belleau) e da Espanha (Dedalo).




Os dois navios da classe Saipan só entraram ao serviço depois do fim do conflito, mas eram de melhor qualidade, mais equilibrados e adequados para as funções que lhe tinham sido destinadas.
Mantiveram-se ao serviço até 1970.



Na foto seguinte, imagem do desmanche do porta-aviões Dedalo, o último navio do tipo.
Notar que se pode identificar o deck original de cruzador e a dimensão do hangar e da altura da pista.


   
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