Navios deste tipo:

Esmeralda
Cruzador protegido
O´Higgins
Cruzador blindado

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Cruzador protegido


Chile
Cruzador protegido classe
Esmeralda
(tipo Cruzadores chilenos Sec XIX)
Cruzadores chilenos Sec XIX

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 7000 Ton
Deslocamento máx. : 7300 Ton.
Tipo de propulsão: Máquinas a vapor
Comprimento: 132.9 M - Largura: 16.21M
Calado: 6.17 M.
16 x Caldeiras (carvão) Beleville (0)
2 x Máquinas a vapor Vosper Thornycroft (16000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 500 Autonomia: 8000Km a 8 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 22.25 nós


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Desenhado em 1890 por Sir Philip Wats, o Esmeralda foi construido nos estaleiros Armstrong
Com um casco em aço e proteção em madeira e cobre, o Esmeralda tinha como principal característica o facto de se tratar de um cruzador armado com dois canhões de 8 polegadas (203mm) e tiro rápido, que eram apoiados por uma impressionante bateria secundária de mais 10 canhões de 6 polegadas (152mm).

O navio dispunha de um esporão, característica que se tinha tornado aceite como vantajosa por algumas marinhas, após a batalha de Lissa em 1866.

Estas características transformavam o Esmeralda num navio proporcionalmente muito poderoso para o seu deslocamento, ao mesmo tempo que à velocidade de 23 nós, ele dificilmente poderia ser apanhado por qualquer navio melhor armado.

Ainda assim, a marinha chilena encomendou um navio ainda mais poderoso, o O´Higgins, o qual estava melhor armado.

Em 1910 o navio foi alvo de uma modificação em que viu o numero de peças secundárias passar de dez para apenas seis.

O navio não sofreu mais modificações após a I guerra mundial e estava já completamente ultrapassado na década de 1920, altura em que a marinha do Chile já tinha incorporado o couraçado Almirante Latorre.


Informação genérica:
Em Setembro de 1895, o governo do Chile lançou um concurso para o desenho de um cruzador armado com dois canhões de 8 polegadas.

O pedido do governo do Chile estava diretamente relacionado com o piorar de relações entre a Argentina e o Chile, que ameaçava tornar-se numa guerra aberta.

Temendo alguma inferioridade, os argentinos tinham agido rapidamente e em 14 de Julho, tinham acertado a compra de dois cruzadores blindados que estavam em construção na Itália. Por já terem sido lançados, o periodo para a entrega do primeiro navio seria muito curto, garantindo à Argentina a posse de uma unidade poderosa logo em 1896.
Além disso a Argentina também tinha encomendado a estaleiros britânicos um cruzador protegido (ARA Argentina) que foi lançado em 1895 e equipado com os novos canhões de 203mm e 45 calibres, capazes de atingir alvos a distâncias de até 18km.

Como o Chile só possuia um navio com peças de 8 polegadas com um alcance máximo de 12km, ficara em clara inferioridade. A solução foi pedir aos engenheiros navais britânicos o desenho de um novo tipo de navio que pudesse ter armamento equivalente ao do navio argentino, mas garantindo algum tipo de vantagem.

Foi igualmente colocada uma segunda encomenda para um navio parecido com o Esmeralda, mas armado com quatro canhões de 8 polegadas em vez de apenas dois.

Esse navio viria a ser o O Higgins, que deslocava até 8500t. O O´Higgins era bastante blindado quando comparado com os seus competidores argentinos e muita publicidade foi feita em torno do navio, principalmente pelos estaleiros britânicos que pretendiam que a Royal Navy encomendasse navios com características similares.

Os dois navios chilenos garantiam alguma paridade, principalmente por causa da sua velocidade marginalmente superior, que permitia ao Esmeralda atingir 22 nós e ao O´Higgins atingir 21 nós.

O Chile ainda encomendaria dois couraçados a estaleiros britânicos, mas a paz com a Argentina levou ao cancelamento da compra.


   
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