Navios deste tipo:

Invincible (1909)
Cruzador de batalha
Indefatigable
Cruzador de batalha
Lion
Cruzador de batalha
Tiger
Cruzador de batalha
Renown
Cruzador de batalha
Hood
Cruzador de batalha

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Cruzador de batalha


Reino Unido
Cruzador de batalha classe
Tiger
(tipo Cruzadores de batalha britânicos)
Cruzadores de batalha britânicos

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 28430 Ton
Deslocamento máx. : 35710 Ton.
Tipo de propulsão: Máquinas a vapor
Comprimento: 214.6 M - Largura: 27.6M
Calado: 8.7 M.
39 x Caldeiras (carvão) Babcock & Wilcox (0)
4 x Turbinas acopladas Brown-Curtis (85000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1121 Autonomia: 0Km a 0 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 28 nós

Canhões / armamento principal
8 x Armstrong 343mm /50 mm Mk V (2x) (Calibre: 343mm/Alcance: 21.8Km)
12 x Vickers Defence 152mm QF BL VII/Mk.XXIV (Calibre: 152mm/Alcance: 16Km)


Forum de discussão

Ainda antes do inicio da I guerra mundial, os britânicos tinham-se apercebido de que os cruzadores de batalha acabavam ficando quase tão caros quanto os couraçados.

Os navios eram mais ligeiros, mas a sua maquinaria e sistema propulsor era muito maior e mais caro de construir e manter operacional que a dos couraçados.

Essa terá sido a razão de apenas um Tiger ter sido construido.
Os Tiger são o que deveriam ter sido os três cruzadores de batalha da classe Lion, nomeadamente o último dessa classe, o Queen Mary.

Muitos dos erros que não foram corrigidos nos Lion e no Queen Mary, foram finalmente resolvidos no Tiger.
Ao contrário das anteriores classes de cruzadores de batalha, as chaminés ficaram ao centro com todas as torres no eixo do navio. A torre de popa (torre X) ficava a alguma distância da torre Q que se encontrava a meia nau, mas o arranjo das chaminés facilitou a utilização de todos os canhões.

O HMS Lion foi muito pressionado para conseguir uma velocidade elevada. À potência máxima estabelecida de 85.000cv o navio atingia 28 nós, mas foi testado até ao limite máximo de segurança de 108.000cv, tendo no entanto atingido apenas 29 nós.




O cruzador de batalha Tiger sobreviveu à I guerra mundial, mas foi retirado de serviço no final da década de 1930, dado as suas peças de 343mm terem deixado de ser utilizadas na Royal Navy por essa altura.


Com a retirada de serviço do Tiger apenas ficaram ao serviço na Royal Navy três cruzadores de batalha e todos eles com armamento principal de 381mm.
Informação genérica:
Quando os grandes navios blindados começaram a dominar as águas, cedo se tornou evidente que eles poderiam ser atacados por navios muito mais pequenos, logo que os torpedos começaram a fazer parte da guerra no mar.
Como resultado disso, os couraçados tinham que ser escoltados por navios mais rápidos que poderiam atacar os torpedeiros.

É assim que surgem os contra-torpedeiros e depois os navios com capacidade para atacar os contra-torpedeiros, os cruzadores, que vão aumentando de blindagem para se debaterem uns contra os outros, nascendo os cruzadores protegidos e posteriormente os cruzadores blindados blindados, além dos cruzadores ligeiros.

Rapidamente, a estratégia naval tem que entrar em linha de conta com duas realidades:

Por um lado o combate entre os navios principais, os couraçados, e por outro o combate entre os navios mais rápidos.

Cruzadores de batalha com peças de 343mm

Com a corrida aos armamentos a aquecer, as peças de 12 polegadas (305mm) que equipavam os principais navios britânicos fora abandonadas em favor do calibre 13.5 polegadas (343mm).

Naturalmente que, com a introdução deste tipo de armamento, os cruzadores de batalha também receberam o novo armamento. Duas classes foram construidas com este armamento, os Lion e Tiger, que foram muito acarinhados pela imprensa, mas que na realidade nunca foram navios eficientes


Cruzadores de batalha com peças de 381mm

No final de 1914, a vitória britânica na batalha naval das Falkland e a volta ao almirantado do almirante Fisher (o homem que mais tinha advogado o conceito), a ideia dos cruzadores de batalha muito rápidos voltou a ser defendida e verbas atribuidas à construção de novos navios, que deveriam desenvolver velocidades muito elevadas (mais de 30 nós). Com a introdução das peça de 15 polegadas (381mm) este calibre também começou a ser introduzido nos cruzadores de batalha, ainda que o entusiasmo da marinha para com estes navios tivesse vindo a ser reduzido.
Por isso apenas dois navios foram lançados numa altura de transição. Os dois navios armados com seis peças de 381mm chegarão à II guerra mundial.

Ainda que a batalha de Jutland tenha arrefecido o interesse pelos cruzadores de batalha antes do fim da guerra, uma classe ainda mais poderosa, também armada com peças principais de 381mm foi lançada, mas apenas uma unidade, o cruzador de batalha Hood chegaria a entrar ao serviço.

O almirante John Fisher: O homem que impulsionou a construção de cruzadores de batalha.
Estratégia para um desastre

Em Agosto de 1914, logo no inicio da I guerra, durante a batalha de «Helligolang Bight», o prestigio dos cruzadores de batalha atingiu o seu ponto alto.
O recontro, aparentava confirmar que tudo o que se tinha dito de positivo sobre este tipo de navio se confirmava.

Grandes e extremamente rápidos, os cruzadores de batalha da Royal Navy podiam aparecer rapidamente, desferir golpes tremendos com o seu poderoso armamento e desaparecer rapidamente antes que pudessem aparecer couraçados inimigos.

Interpretação dos resultados dos confrontos envolvendo cruzadores de batalha

Os sinais no entanto não foram todos positivos. Ainda no final desse ano, e ainda que os britânicos tenham afundado os navios do esquadrão alemão do pacífico nas Falkland, notou-se que a leve blindagem dos cruzadores de batalha tinha sido perfurada pelos tiros de 210mm dos cruzadores blindados alemães.
Mas estas informações, não foram consideradas importantes, pelo que na Grã Bretanha o almirante Fisher, o principal defensor do conceito continuou a impulsionar a construção de mais cruzadores de batalha.

Nesta imagem uma das mais dramáticas fotos da I guerra mundial: o cruzador de batalha HMS Invincible explode durante a batalha de Jutlandia.



Jutlandia: Desastre para os cruzadores de batalha

Poucas semanas depois de o HMS Hood e outros três navios iguais terem sido encomendados (Tratou-se da mais poderosa classe de cruzadores de batalha alguma vez concebida), ocorre a batalha de Jutlândia. M Jutlândia, por um conjunto de razões, os cruzadores de batalha foram utilizados como se fossem couraçados e mandados enfrentar uma esquadra alemã.

A blindagem dos cruzadores de batalha era demasiado fina e a proteção contra projecteis disparados a grande distância era pura e simplesmente desadequada. Os navios podiam ser facilmente atingidos pelos disparos das peças alemãs de grande calibre, nomeadamente pelos canhões de 280mm e 305mm.

O resultado de Jutlândia foi desastroso. Embora os britânicos tenham obtido uma vitória táctica, o país perdeu em um único dia três cruzadores de batalha. Um deles afundou-se após receber 6 impactos de armas de grande calibre, quando na mesma batalha um couraçado britânico recebeu 16 impactos e não se afundou.

A ideia e o conceito do Almirante Fisher caiu por terra em Jutlândia. Dos navios do tipo que tinham sido encomendados apenas um foi terminado e mesmo esse seria destruido em combate, por causa dos mesmos problemas que foram encontrados neste tipo de navios durante a I guerra mundial


   
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