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Couraçado «Pré Dreadnought»


Espanha
Couraçado «Pré Dreadnought» classe
Pelayo (1888)

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 8300 Ton
Deslocamento máx. : 9745 Ton.
Tipo de propulsão: Máquinas a vapor
Comprimento: 102.04 M - Largura: 20.2M
Calado: 7.58 M.
16 x Caldeiras (carvão) Niclause (0)
2 x Máquinas a vapor VC (9600cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 520 Autonomia: 5500Km a 8 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 16 nós

Canhões / armamento principal
2 x Spanish Industries 280mm L/35 m.1889 Hontoria (Calibre: 280mm/Alcance: 10.54Km)


Forum de discussão

Em 1884, o almirante espanhol Juan Antequera apresentou ao governo um plano naval, que incluia a construção ou aquisição pela Espanha de uma classe de seis couraçados, armados com peças de 320mm.

O primeiro navio do tipo foi o Pelayo, mas problemas financeiros impediram que os restantes cinco navios chegassem a ser lançados.

O armamento principal era constituido por duas peças de 320mm de modelo francês Canet, embora tivessem sido construidos em Espanha sob licença. Nos bordos laterais estavam mais duas torres armadas cada uma com uma peça de 280mm.
O couraçado espanhol era basicamente um derivado do couraçado francês Marceau (2x 340mm e 2 x 140mm) com bateria principal em losango.

A configuração do navio mostra claramente a influência francesa com os costados muito inclinados, cortados apenas pelas plataformas laterais das peças de artilharia. O Pelayo, contava ainda com uma peça de 160mm no extremo da proa, protegida portalós que se abriam para permitir o disparo.

Uma bateria secundária

Em 1896/97, foi iniciado um processo de reconstrução, que passou pela substituição do armamento secundário
A nível do motor, as 12 caldeiras originais foram substituidas por 16 caldeiras do tipo Niclausse e o aumento de potência permitiu ao navio atingir uma velocidade de 16 nós.

Ele foi conhecido na marinha espanhola como «el solitário», por ter sido durante muito tempo o único navio couraçado espanhol. Ele também recebeu os maiores canhões alguma vez instalados a bordo de um navio espanhol, já que embora os couraçados da classe Espanha fossem muito mais poderosos, eles estavam armados com oito peças de 305mm enquanto o Palayo possuia duas peças de 320mm.

Durante a guerra hispano-americana

Quando começou a guerra entre os Estados Unidos e a Espanha o navio ainda se encontrava em reparações nos estaleiros franceses.

Os espanhóis conceberam um audacioso plano para aliviar a pressão sobre o esquadrão naval do almirante Cervera que se encontrava bloqueado em Santiago de Cuba.
Assim, os navios espanhóis disponíveis, seriam organizados em grupos para efectuarem raids atacando a costa norte-americana, com o objetivo de atrair os navios norte-americanos e facilitar a defesa em Santiago de Cuba.


Na imagem, uma das duas peças de 280mm, instaladas nos bordos do navio.




O Pelayo seria o mais poderoso navio dessa frota, por causa do poder dos seus quatro canhões da bateria principal.
No entanto, o navio não tinha autonomia para poder atacar a costa norte-americana a partir de Espanha, tendo que reabastecer em algum lugar. Esse reabastecimento não era possível sem utilizar a costa do Canadá ou das Bahamas, o que implicava o apoio da Grã Bretanha.

Comos os britânicos não estavam interessados em transformar o Atlântico numa zona de guerra, o plano espanhol não tinha possibilidade de ser concretizado.
O Pelayo ainda foi enviado para as Filipinas, mas após a derrota da frota do alm. Cervera em Julho de 1898, o navio foi chamado às pressas à Espanha, por se temer a possibilidade de ataques americanos contra o território continental espanhol.

Após a guerra com os Estados Unidos o Pelayo voltou a Toulon para finalizar o programa de reparações. Já no século XX ele foi utilizado contra posições dos rebeldes marroquinos durante o conflito que a Espanha manteve naquela região após a implantação do protectorado espanhol depois de 1909.

O navio serviu na marinha espanhola essencialmente como navio de representação, tendo ao longo da sua vida operacional sido visitado por chefes de estado de vários países europeus essencialmente em cerimónias.

Com a entrada ao serviço de todos os navios da classe Espanha, couraçados muito mais poderosos, o Pelayo foi retirado de serviço em 1924.
Informação genérica:


   
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