Listar navios do tipo
Porta aviões ligeiro


Japão
Porta aviões ligeiro classe
Ryujo

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 10600 Ton
Deslocamento máx. : 13650 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 179.9 M - Largura: 20.78M
Calado: 7.08 M.
6 x Caldeiras (oleo) (0)
2 x Turbinas acopladas Kanpon (65000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 924 Autonomia: 19000Km a 14 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 29 nós


Forum de discussão

Encomendado em 1927 o Ryujo era um porta-aviões ligeiro do qual apenas uma unidade foi construida.
Inicialmente o Ryujo deveria ser construido como um simples transporte de aviões (navio que transporta os aviões entre portos, sendo depois descarregados por meio de guindaste).

Foi no entanto proveitada a possibilidade oferecida pelo tratado de Washington, que limitava a tonelagem máxima dos porta-aviões japoneses em 81.000t. Esse tratado no entanto, não considerava porta-aviões com um deslocamento inferior a 10.000t, pelo que navios com essa tonelagem não estavam incluidos na tonelagem total.
Por isso, o Japão inicia a construção do Ryujo, desenvolvendo todos os esforços para garantir que o deslocamento do navio não ultrapassa as 10.000t.

O navio foi construido praticamente sem nenhuma proteção e poupou-se tudo o que se podia poupar para evitar que o navio atingisse a tonelagem especificada.
O navio foi concebido com apenas um hangar e capacidade para 24 aviões.

Porém, com o tratado naval de Londres de 1930, os porta-aviões com menos de 10.000t passaram a ser incluidos para efeitos de tonelagem máxima.
O Japão ficou depois de 1930 com um porta-aviões ligeiro único e demasiado pequeno.

A marinha do Japão, ainda com o navio no estaleiro, decidiu que o navio deveria ter dois hangares, para duplicar de 24 para 48 o número de aviões que o navio podia transportar.

Esta modificação implicou aumentar as dimensões e altura do navio, elevando muito o centro de gravidade do Ryujo, que era extremamente estreito (foto ao lado).

No mar o navio fazia demasiada água, pelo que por volta de 1940 foi necessário modificar a proa para melhorar o comportamento em alto mar.

Armamento:
O Ryujo estava equipado com seis torres duplas de 127mm e 24 metralhadoras, mas para poupar peso, duas dessas seis torres foram removidas em 1936.

Embora tivesse capacidade para 48 aviões, nunca foram embarcados mais de 37

Operações militares

Os japoneses utilizaram o Ryujo logo em 1937 em operações miliares contra a China, operando 12 cças Nakajima A4N e 15 bombardeiros de voo picado Aichi D1A. As prestações do navio não foram consideradas positivas, o que levou a que fosse feita uma tentativa de resolver os problemas em 1939/1940.

O Ryuju esteve presente na invasão japonesa das Filipinas em 1941, já equipado com 22 caças Mitsubishi A6m «Zero».
Em Fevereiro de 1942 o navio apoiou o avanço japonês sobre a Malásia. Em 1 de Março de 1942 participou na batalha do mar de Java, tendo os seus aviões afundado um contra-torpedeiro americano.

Em Abril de 1942, o Ryujo liderou a entrada da marinha imperial do Japão no oceano Indico, num raid em que foram afundados 23 navios mercantes aliados, tendo os seus aviões chegado a bombardear território indiano.

Depois de Midway
Com o desastre japonês em Midway, que resultou na destruição de quatro dos seis principais porta-aviões japoneses, o pequeno Ryujo assumiu uma importância muito maior.
Em Agosto de 1942 ele juntou-se aos dois grandes porta-aviões japoneses que restavam, o Shokaku e o Zuikaku na batalha pelo controlo das ilhas Salomão.

Entre o fim da manhã e o principio da tarde do dia 24 de agosto de 1942 após ter lançado nessa manhã os seus aviões contra Guadalcanal, num ataque com sucesso, o navio foi descoberto por aviões B-17.
Às 15:50, enquanto preparava os seus aviões para um segundo ataque contra Guadalcanal o Ryujo foi atacado por 29 bombardeiros de voo picado e cinco aviões torpedeiros que tinham descolado do porta-aviões Saratoga.

Quatro bombas e um torpedo atingiram o Ryujo, tendo provocado uma inundação nas salas dos motores de estibordo, ao mesmo tempo que inutilizavam o leme do navio, que continuou a navegar em circulos, ao mesmo tempo que adernava.
Como acontecia com os porta-aviões japoneses, um incendio rapidamente alastrou a todo o comprimento do navio, tendo atingido os motores que ainda estavam a funcionar.

Atè às 19:00 ainda foram feitas tentativas para salvar o navio. Os fogos foram extintos, mas o tempo que tinha demorado a apagar os fogos, levou a que entrasse demasiada água pelo rombo feito pelo torpedo que tinha atingido o porta-aviões. Foi então dada ordem para abandonar o navio.
O Ryujo afundou-se às 20:00 dessa tarde, tendo morrido 120 homens.


Informação genérica:


   
---