Navios deste tipo:

Hyuga
Porta helicopteros
Izumo
Porta helicopteros

Listar navios do tipo
Porta helicopteros


Japão
Porta helicopteros classe
Izumo
(tipo Porta-helicópteros / Japão)
Porta-helicópteros / Japão

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 19000 Ton
Deslocamento máx. : 27000 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a Gás
Comprimento: 248 M - Largura: 38M
Calado: 7.5 M.
4 x Turbina a Gás LM 2500 General Electric (112000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 470 Autonomia: 12000Km a 18 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 30 nós

Canhões / armamento principal
2 x Raytheon Systems 20mm Phalanx Mk15 Block 1 (Calibre: 20mm/Alcance: 2.3Km)

Misseis
Sistema de lançamento Mk.49 RAMRIM 116 Rolling Airframe Missile2 x Raytheon Systems RIM 116 Rolling Airframe Missile (Defesa Anti-Aérea)


Forum de discussão

Encomendado em 2009 e lançado à água em 2013 o Izumo é o terceiro porta-helicópteros japonês e o primeiro da nova classe com um deslocamento carregado de 27.000t

Trata-se do maior navio de guerra construido pelo Japão depois da II guerra mundial, mas é classificado como contra-torpedeiro por razões políticas.

O Izumo aparenta ser uma versão aumentada dos dois Ise que já estão ao serviço. Ele tem cinco pontos para operação de helicópteros (contra quatro) e é bastante maior.
O navio poderá transportar de sete a nove helicópteros em tempo de paz, mas tem capacidade para transportar e operar até 14 em caso de necessidade.

Apoio logístico e humanitário

Ainda que muito tenha sido escrito sobre as verdadeiras capacidades militares dos navios, o que salta à vista é que o Izumo tem muito mais capacidade para proceder a operações de evacuação de refugiados em situações de emergência. País constituido por ilhas e onde existe permanente atividade sismica, o Japão tem necessidade deste tipo de navios para facilitar operações de apoio humanitário como ficou claro durante a última catástrofe que afetou o Japão, onde saltou à vista a falta deste tipo de meios.

Os japoneses têm frisado continuamente que o navio não foi pensado para operações militares de ataque e que não pode ser utilizado como porta-aviões, já que não tem capacidade para operar aeronaves de descolagem vertical como o F35-B.

O navio, ao contrário dos dois porta-helicópteros da classe Hyuga, não estão equipados com tubos lança-torpedos, mas como aqueles, possuem capacidade de defesa anti-aérea com dois sistemas de mísseis SEARAM, além de também possuirem dois sistemas CIWS do tipo Phalanx, e como outros contra-torpedeiros japoneses o Izumo também possui sonar de proa.

Impossibilidade de operar de forma ofensiva

Apesar da sua configuração ao estilo de um porta-aviões, e de ter uma velocidade máxima só superada pelos porta-aviões convencionais, o Izumo não está minimamente preparado para operações ofensivas.
Com os sistemas que tem instalados e ao contrário do que se especula, o Izumo não tem possibilidade de operar caças de descolagem vertical F35-B ou caças Sea-Harrier.
O Izumo também não tem uma doca interior, o que não permite a sua utilização como navio de desembarque.

Quaisquer operações que venha a efectuar, estarão sempre dependentes da capacidade de transporte dos helicópteros, o que lhe dá mesmo assim uma capacidade elevada, já que a pista permite a operação simultânea de até cinco helicópteros pesados.

Importante também é a quase inexistência de blindagem, o que também aparenta demonstrar que os japoneses não consideraram a possibilidade de operar os navios como porta-aviões, ainda mais quando durante a II guerra mundial, foi exactamente a fragil proteção dos navios japoneses que ditou o resultado da guerra no mar, tendo igualmente selado o destino do Japão na luta contra os Estados Unidos.

Modificações no navio para permitir a futura operação de aeronaves de asa fixa, deverão ser extremamente custosas, considerando que o custo de um porta-aviões deverá rondar de 4.000 a 6.000 milhões de dolares e o Izumo custou cerca de 1.100 milhões.
Também se considera que o aumento da blindagem e proteção do Izumo, acabaria por reduzir a sua velocidade máxima, que é uma das vantagens de que o navio goza.


Informação genérica:
Porta helicópteros japoneses.

Na fase inicial da II guerra mundial, o Japão era dono da mais poderosa força de porta-aviões do mundo e o poder do país, além da sua capacidade para desferir um claro golpe militar directamente contra território dos Estados Unidos baseou-se na capacidade militar dos seus porta-aviões.

A derrota japonesa relegou a marinha do Japão a uma força de defesa marítima, mas esse nome há muitas décadas que deixou de fazer qualquer sentido, já que desde a década de 1970 que a marinha do Japão é a segunda mais poderosa marinha de guerra do que se convencionou designar como ocidente (ainda que se trate de um país do extremo oriente).

Desde o ano 2000 que a marinha japonesa decidiu introduzir novos tipos de navios que são designados como «helicopter carrying destroyers» ou contra-torpedeiro porta-helicópteros. Este eufemismo é uma forma de disfarçar o que se trata na realidade de porta-helicópteros com todas as capacidades geralmente associadas a este tipo de navio.
A constituição japonesa não autoriza as forças armadas do país a operar armamento ofensivo e um porta-helicópteros seria considerado armamento ofensivo.

Os primeiros dois porta-helicópteros japoneses foram os dois Ise, com um deslocamento máximo de 18,000t que entraram ao serviço em 2009 e 2011. Em 2009 um novo lote de mais dois navio foi encomendado.

Os dois navios, cuja primeira unidade foi lançada à água em Agosto de 2013 são muito maiores que os anteriores e têm um deslocamento máximo de 27,000t o que os coloca ao nível de alguns dos maiores navios logísticos de países europeus como a Itália a França e a Espanha.


Na imagem artística acima as duas classes de navios.
Pode-se ver a diferença de tamanho entre os novos Izumo e os Hiuga lançados em 2009.
Na imagem são mostrados caças de descolagem vertical F-35B, no entanto a marinha japonesa afirmou durante o lançamento que os navios não estão preparados nem equipados para operar aeronaves de asa fixa.


   
---