Navios deste tipo:

St.Louis
Cruzador ligeiro
Brooklyn
Cruzador ligeiro
General Belgrano
Cruzador ligeiro
Barroso (1951)
Cruzador ligeiro

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Cruzador ligeiro

Acontecimentos relacionados
Afundamento do General Belgrano



Argentina
Cruzador ligeiro classe
General Belgrano
(tipo Brooklin)
Brooklin

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 9700 Ton
Deslocamento máx. : 13327 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 185.4 M - Largura: 21M
Calado: 7.3 M.
8 x Caldeiras de alta pressão Babcock & Wilcox ()
4 x Turbinas acopladas Westinghouse (100000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 860 Autonomia: 26000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 25 nós

Canhões / armamento principal
15 x US Naval Gun Factory 152mm /47 Mk.16 (3x) Mod,1930 US (Calibre: 152mm/Alcance: 23.88Km)
8 x US Naval Gun Factory 127mm /38 (2x) Mk.30 m.1932 (Calibre: 127mm/Alcance: 11Km)
4 x Bofors / BAE Systems 40mm /L70 Mod.1958 (2 x) (Calibre: 40mm/Alcance: 12Km)

Misseis
Sistema de lançamento N/DGWS-20 SeaCat8 x Bombardier / Shorts GWS-20 SeaCat (Defesa de ponto)

Radares
- Thales Nederland DA-02 (Superficie - Al.med: 71Km)
- Thales Nederland LW-01 (Pesquisa aérea - Al.med: 129Km)


Forum de discussão

Os dois cruzadores argentinos da classe Brooklin, fizeram parte de um programa de fornecimento de seis cruzadores às marinhas da Argentina, Brasil e Chile.

A marinha argentina recebeu o USS Phoenix (Que recebeu o nome de diecisete de Octobre e depois General Belgrano ) e USS Boise que foi baptizado como Nueve de Julio.

A classe Belgrano, foi equipada com um radar holandês de grande alcance no inicio dos anos 70, juntamente com mísseis de curto alcance sea-cat, chegando a estar prevista a instalação de mísseis Exocet.

Enquanto o Nueve de Julio foi passado à reserva em 1978 para canibalização, o Cruzador General Belgrano tinha prevista a sua desmobilização em 1982, para ser de novo transferido para os Estados Unidos, e transformado em Museu, por se tratar do único sobrevivente de Pearl Harbour que ainda se encontrava a flutuar embora só fosse capaz de atingir 25 nós.

No entanto, com a invasão Argentina das ilhas Falkland (chamadas de Malvinas pelos argentinos), a consequente resposta macissa da Grã Bretanha, o General Belgrano foi mandado para sudoeste das ilhas, onde deveria utilizar o seu radar de longo alcance, para antever qualquer movimentação dos navios ou aviões britânicos na direcção do continente.

Um incorrecta interpretação por parte dos argentinos, que pensavam que a declaração de uma zona de exclusão à volta das ilhas, implicava que os navios argentinos estariam livres de perigo desde que fora dela, levou a que o navio fosse seguido durante dois dias por um submarino britânico e afundado por torpedos no dia 2 de Maio de 1982, tendo sido o primeiro navio na história a ser afundado por um submarino nuclear numa situação de combate real.


Como curiosidade histórica, de destacar o facto de os dois navios argentinos terem participado em 1944 na batalha do estreito de Surigao, onde fizeram parte do flanco esquerdo da esquadra americana que derrotou os navios japoneses do Vice Almirante Nishimura.
Informação genérica:
Classe de navios americanos construida antes da segunda guerra mundial. A classe é na realidade constituida por 9 (nove) navios, mais uma sub classe de outros dois, com algumas dierenças, entre as quais o armamento secundário e caldeiras mais compactas e de alta pressão (ver classe S.Louis)

Os Brooklyn, Philadelphia, Savahnah e Nashville, foram encomendados no programa naval de emergência de 1933.

A posição das suas torres é incomum, sendo no entanto idêntica à dos cruzadores pesados japoneses da classe Mogami.

Este tipo de navio, foi visto no inicio dos anos 30 como vantajoso em situações de pouca visibilidade, como em nevoeiro denso ou de noite. Numa altura em que ainda não havia radar, a capacidade de fogo dos cruzadores da classe Brooklin era um factor importante a considerar.

Mas esta classe é ao mesmo tempo consequência dos tratados internacionais de limitação de calibres navais, assinados entre americanos britânicos e japoneses.

Não sendo possível produzir mais cruzadores pesados (com canhões de 203mm / 8") a opção era a construção de cruzadores ligeiros. Os Brooklin levam o conceito de cruzador ligeiro ao extremo, com a instalação de quinze canhões de 152mm / 6".


   
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