Navios deste tipo:

Canberra
Porta helicopteros

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Porta helicopteros


Australia
Porta helicopteros classe
Canberra
(tipo Juan Carlos I)
Juan Carlos I

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 0 Ton
Deslocamento máx. : 27500 Ton.
Tipo de propulsão: CODAG - Turbina a gás e motor a diesel
Comprimento: 230.8 M - Largura: 32M
Calado: 7.18 M.
2 x Gerador electrico MAD 16V32/40 diesel (0)
1 x Turbina a Gás LM2500 (30000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 0 Autonomia: 17000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 0 - Velocidade Máxima: 20.5 nós


Forum de discussão

Depois do ano 2000 a marinha da Austrália começou a considerar a substituição dos dois navios logísticos da classe Kanimbla, que na realidade eram adaptações da classe norte-americana Newport.

A marinha australiana considerou sempre que aqueles navios eram desadequados, mas durante a crise em Timor, ficou claramente demonstrada a dificuldade que a marinha da Austrália teve para apoiar no terreno a força de intervenção de 5500 militares que enviou para a ilha em 1999.

Em 2003, após uma análise que tinha começado no ano 2000, a especificação australiana foi emitida, tendo sido determinada a necessidade de aquisição de dois navios com um deslocamento de pelo menos 20.000t e capacidade para operar ao mesmo tempo pelo menos seis helicópteros.

Rapidamente se percebeu que os australianos não pretendiam apenas substituir os dois navios da classe Kanimbla, mas sim desenvolver capacidades que não possuiam desde que retiraram de serviço o porta-aviões HMAS Melbourne (ao serviço entre 1955 e 1982) e outras que a marinha do país nunca tinha possuido.

Desde essa altura que as autoridades militares australianas estudam uma solução para o problema, tendo estudado várias opções, entre as quais o modelo francês «Mistral».
A decisão acabou por cair na empresa espanhola e o Canberra é por isso bastante maior que os navios de 20.000t previstos na especificação apresentada em 2003.

Capacidade de projeção de força

Com estes dois navios, a marinha da Austrália fica com uma capacidade invejável de projeção estratégica. Cada um dos navios tem capacidade para transportar veículos num total de 1320m em filas, transportar camiões, veículos de apoio e mesmo carros de combate pesados.

Os navios são bastante maiores que o que tinha inicialmente sido julgado necessário e são os maiores navios alguma vez operados pela marinha australiana. Por isso há uma área de 672 metros quadrados, que ficou reservada para futuras expansões.
Um total de 1360 militares podem ser transportados em cada um dos navios, junto com 118 viaturas e 12 carros de combate Abrams.
Quatro lanchas de desembarque de projeto espanhol LCM1E são transportadas no navio, garantindo o acesso a praias.

Capacidade aérea
Os dois navios são essencialmente porta-helicópteros com doca. O conceito prevê capacidade para transportar 12 helicópteros médios (ou 18, com a utilização do espaço para viaturas ligeiras) e a utilização simultânea de pelo seis deles num convés de voo de 202.3m de comprimento. Seis pontos reforçados foram construidos a bombordo para permitir a operação das aeronaves, sendo possível a utilização simultânea de quatro helicópteros pesados CH-47D Chinook.

Discute-se a possibilidade de a Austrália vir a adquirir alumas aeronaves F-35B de descolagem vertical para operação a bordo destes navios, o que os transformaria em pequenos porta-aviões.
A Espanha também tem planos idênticos, especialmente após a retirada de serviço do porta-aviões Principe de Asturias.

Propulsão
O Canberra utiliza um sistema hibrido de propulsão em que as turbinas produzem energia electrica que é posteriormente utilizada para a locomoção do navio e para as necessidades a bordo. A energia produzida é suficiente para as necessidades de uma cidade de 150.000 habitantes.



Transporte
O Canberra depois de ter sido concluida a construção parcial em Espanha não tinha sequer ponte de comando, pelo que não podia navegar pelos seus próprios meios. Por isso foi colocado a bordo do navio de transporte Blue Marlin, o maior navio do mundo para este tipo de função e levado até à Austrália numa viagem de cerca de um mês.





Informação genérica:
Os navios deste tipo têm a sua origem numa especificação da marinha da Espanha para um navio logístico de projeção de capacidade militar, BPE (Buque de Projeccion Estrategica) que pudesse ser utilizado pela marinha espanhola em operações de apoio a movimentações militares a distâncias maiores do território continental europeu.

Os problemas da Espanha com Marrocos e as Canárias, levam a que estes dois países mantenham uma situação de tensão disfarçada, que leva a marinha espanhola considerar a necessidade de possuir meios navais capazes de responder a qualquer atividade marroquina nas proximidades das ilhas Canárias ou mesmo nos territórios africanos controlados pela Espanha, Ceuta e Melilla.

Os navios deste tipo, são basicamente porta-helicópteros com uma doca interior, que permite o desembarque de militares em terra. Adicionalmente eles possuem uma rampa Ski-Jump, que permite em caso de necessidade a operação de aeronaves de asa fixa, o que pode transforma-los em pequenos porta-aviões.

Existem duas configurações conhecidas destes navios, e uma terceira versão com características desconhecidas:

Juan Carlos I
Navio da marinha da Espanha, que assumiu uma maior importância quando foi determinada a retirada de serviço do porta-aviões Principe de Asturias.
Especula-se se será viável a utilização operacional, mesmo de um pequeno número de aeronaves de descolagem vertical a partir do Juan Carlos I.

Canberra
Esta classe é constituida por dois navios, que foram adquiridos pela marinha australiana. São basicamente idênticos ao navio espanhol, mas possuem sistemas integrados de origem distinta.
Os dois navios serão utilizados como porta-helicópteros com doca, mas já correram rumores de que a Austrália pretende adquirir aeronaves F-35 de descolagem vertical, que poderiam ser utilizadas a bordo destes navios.



No final de 2013, foi anunciado um contrato entre a empresa espanhola NAVANTIA e um estaleiro turco, para um navio do tipo. No final de 2014 sabe-se que a configuração base do navio turco será o Juan Carlos I, como foi o caso dos dois Canberra australianos, mas não há qualquer informação detalhada.


   
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