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Claramente derivadas da classe Amazon, as fragatas da classe Niteroi, conhecidas como projecto Mk.10, apresentam porém bastantes diferenças relativamente às usa congeneres britânicas.
A primeira é no tamanho, que nas fragatas brasileiras atinge os 129 metros. Esse aumento do tamanho,permite aos navios maior flexibilidade e a adaptação de novos sistemas de armamento. O tamanho do navio também permitiu a colocação do Hangar e da respectiva pista de pouso numa posição mais elevada, de meio do navio para trás.
As Niterói não só receberam uma maior quantidade de mísseis anti-navio do tipo Exocet, como foram inicialmente equipadas com mísseis anti-navio Sea-cat e armamento anti-submarino.
Embora as seis fragatas fossem inicialmente divididas em dois grupos (duas delas estavam equipadas com dois canhões de 114.5mm), foi decidido efectuar uma modernização dos navios que ficou conhecida como programa ModFrag.
Todos os seis navios são submetidos a modificações de forma a que fiquem iguais. O programa é constituido essencialmente pelas seguintes modificações:
* Novos motores Diesel
* Novo sistema de controlo de tiro
* Novo radar de pesquisa aérea ALENIA RAN-20S
* Novo sistema de combate
* Substituição dos misseis Sea-cat pelos novos Aspide-2000 nos seis navios
* Novos canhões anti-aéreos de 40mm
* Retirada do canhão de popa de 114.5mm das duas fragatas de emprego geral e do sistema Ikara das quatro ASW
* Novos misseis EXOCET MM40 em substituição do MM38 nas duas fragatas de emprego geral
* Instalação de misseis EXOCET MM38 retirados das fragatas de emprego geral nas quatro fragatas ASW
Estes navios são consideravelmente modernos, no entanto estão preparados para lutar contra outros navios de superficie, e para atacar alvos aéreos (aviões) que se aproximem, mas têm apenas alguma capacidade para defesa apróximada (tipo CIWS), com os novos canhões Bofors Trinity. Também não dispõem de radar 3D e misseis mais sofisticados e de maior alcance, que lhes permitam engajar eficazmente misseis anti-navio. Encontram-se no entanto entre os navios melhor armados da america do sul, vindo eventualmente apenas a ser superados pelas duas fragatas ASW chilenas (de fabrico holandês) recentemente adquiridas.
De qualquer forma a função de defesa de área, deverá ser atribuida a navios dedicados, nomeadamente aos eventuais substitutos dos contra-torpedeiros da classe Pará. Abaixo, a fragata Defensora pouco depois de entrar ao serviço:

| Informação genérica: | Os navios do tipo Amazon ou Type-21 dividem-se em dois grupos. A classe Amazon original e a classe Niteroi, uma Amazon modificada.
A classe Amazon foi desenhada como substituta da classe Leander e o seu desenvolvimento foi feito por iniciativa privada e por isso começou ainda antes de a primeira fragata da classe Leander ser entregue à Royal Navy. O desenho foi resultado da cooperação entre a Vosper-Thornycroft e a Yarrow.
As fragatas Amazon são movidas por turbinas a gás e têm um canhão de 114mm à proa. Os navios foram incorporados no inicio dos anos 70 e eram considerados eficientes.
Porém, durante o conflito nas Malvinas algumas deficiencias no projecto vieram à tona. Construidos com frande quantidade de aluminio, os navios eram relativamente frágeis, o que se notou quando começaram a aparecer fendas na coberta, efeito directo das condições de mar no Atlântico Sul. As fragatas tiveram que ser literalmente remendadas, com reforços adicionais em aço
Dois navios desta classe foram afundados durante o conflito nas Malvinas/Falkland, a HMS Ardent e a HMS Antelope. Entre as razões do afundamento, está o facto de a resistência estrutural dos navios ter sido afectada pelo fogo. A altas temperaturas, o aluminio perde grande parte da sua resistência
As fragatas Niteroi têm uma configuração diferente das Amazon, pois não têm os seus lançadores Exocet à proa mas sim a meia-nau.
Os navios remanescentes da classe Amazon foram vendidos pela Royal Navy para o Paquistão.
Niterói
A classe Niteroi, foi desenhada pela mesma equipa que desenhou as fragatas Amazon, e a sua inspiração é clara, embora os navios brasileiros tenham sido desde o inicio pensados para a possibilidade de receber melhoramentos e mais sistemas de armamentos.
O Brasil optou por aumentar o periodo de vida das suas Niterói, procedendo a uma modernização de meia-vida.
Navio escola
No Brasil foi construida uma unidade utilizando o mesmo casco das fragatas Niteroi, que foi utilizado como navio escola para treino. | |