Navios deste tipo:

Vasco da Gama (1876)
Corveta
Vasco da Gama (1901)
Cruzador blindado

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Corveta


Reino de Portugal
Corveta classe
Vasco da Gama (1876)
(tipo Vasco da Gama)
Vasco da Gama

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 2100 Ton
Deslocamento máx. : 2422 Ton.
Tipo de propulsão: Máquinas a vapor
Comprimento: 61 M - Largura: 12.2M
Calado: 5.8 M.
2 x Máquinas a vapor Tripla expansão (3200cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 150 Autonomia: 3500Km a 10 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 13.5 nós

Canhões / armamento principal
2 x Krupp 260mm c/80 Mod.1870 (Calibre: 260mm/Alcance: 12.1Km)


Forum de discussão

O Vasco da Gama, adquirido por Portugal em 1876, é um navio dificil de classificar. Na realidade ele foi designado de corveta-couraçada, mas o seu deslocamento e principalmente o seu armamento principal fazem com que o navio entre num outro tipo de classificação, que varia entre o cruzador protegido ou o couraçado.

O Vasco da Gama, armado com dois canhões de 260mm, continua até hoje a deter um record na marinha portuguesa: O navio armado com os maiores canhões alguma vez instalados num navio português.

Além do armamento principal o navio estava ainda equipado com um canhão de 150mm e quatro canhões de 105mm instalados nas laterais, dois de cada lado.

Corveta Couraçada Vasco da Gama
A corveta couraçada Vasco da Gama, em maquete no Museu da Marinha (Lisboa)


Quando foi encomendado, no inicio da década de 70 do século XIX ele era um navio poderoso, pensado para proteger a entrada do rio Tejo.

Na altura os canhões colocados em torres giratórias não eram ainda uma solução muito comum, por isso a marinha portuguesa optou por uma solução intermédia, que permitia mover os canhões embora de forma limitada, numa estrutura octogonal, que permitia ao navio disparar quando em perseguição (disparando para a frente) ou em fuga (disparando para trás).

No entanto os desenvolvimentos tecnológicos rapidamente tornaram o navio obsoleto.

Em 1880 já navios muito mais poderosos cruzavam os mares, armados com canhões de calibres idênticos ou superiores e com os canhões alojados em torres que podiam disparar em qualquer direcção.

A corveta couraçada Vasco da Gama foi submetida a uma reconversão radical, que alterou grande parte do navio. Ele foi cortado em dois, sendo-lhe acrescentada uma secção adicional. O navio reconstruido foi reclassificado como cruzador. Por causa da modificação ser muito grande, o navio modificado (que manteve o mesmo nome) tem uma ficha separada: Ver Cruzador couraçado Vasco da Gama.

Corveta Couraçada Vasco da Gama
Visão interior de um dos dois canhões de 260mm, os maiores alguma vez instalados num navio de guerra português


Informação genérica:


Esta classe foi constituida por apenas um navio, embora devido à reconstrução a que foi submetido, ele apareça com um novo aspecto e nova classificação de Corveta-Couraçada para Cruzador-Couraçado. Tratando-se do mesmo navio, as modificações foram de tal forma radicais que se incluiram descrições separadas.

A compra do Vasco da Gama na Grã Bretanha, como navio de bateria central, deveu-se à política de modernização levada a cabo por Fontes Pereira de Melo, que considerou a necessidade de defesa do litoral português mas também do extenso império. A aquisição do navio, que era relativamente moderno para a altura foi acompanhada da compra de navios mais pequenos e adequados para funções em África e na Ásia.


   
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