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Submarino de ataque (SSK)


Argentina
Submarino de ataque (SSK) classe
Santa Cruz / TR-1700

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 2116 Ton
Deslocamento máx. : 2264 Ton.
Tipo de propulsão: Propulsão diesel/electrica
Comprimento: 66 M - Largura: 7.3M
Calado: 6.5 M.
Profundidade: 270 M
Numero de tubos: 6
4 x Motor a Diesel MTU 16V (6700cv/hp)
1 x Motor eléctrico Siemens HR4525 + 1HR 4525 (6.6MW)
4 x Alternador electrico (4.4MW)
Tripulação / Guarnição: 25 Autonomia: 22000Km a 8 nós - Nr. Eixos: 1 - Velocidade Máxima: 25 nós

Torpedos
- 22 x AEG SST-4 - sistema de lançamento: lançadores U209TT

Radares
- Thomson-CSF / Thales Calypso IV (Navegação - Al.med: 0Km)

Sonares
- Thomson-CSF / Thales DUUX-5 / Sonar passivo / telemetria
- Atlas Elektronik GmbH CSU-3 / Pesquisa activa/passiva


Forum de discussão

A classe Santa Cruz, conhecida também por tipo TR-1700 corresponde a um projecto dos estaleiros alemães Thyssen, dos quais a Argentina previu comprar seis unidades. Quatro unidades seriam do modelo TR-1700 e outras duas seriam do modelo TR-1400 mais pequeno.

A encomenda foi colocada em 1977, mas em 1982, na sequência da guerra das Malvinas, foram cancelados os dois TR-1400 mais pequenos e substituidos por submarinos do tipo TR-1700, que deveriam assim atingir um total de seis unidades.

As primeiras duas unidades deveriam ser construidas na Alemanha, e as restantes quatro unidades montadas nos estaleiros argentinos Domecq Garcia.

Os problemas da economia argentina, levaram no entanto a que se reduzissem os numeros. Inicialmente os alemães chegaram a autorizar a Argentina a vender dois dos submarinos que deveria construir, mas posteriormente o projecto de construção das quatro unidades foi pura e simplesmente abandonado, tendo os submarinos que estavam em construção sido desmantelados e as suas peças aproveitadas para os dois submarinos em utilização.

Os submarinos do tipo TR-1700 foram o resultado dos estudos da Thyssen para um modelo completamente novo de submarino que permitisse aos estaleiros do grupo Thyssen concorrer com os estaleiros da também alemã HDW que com o seu modelo U209 tinham atingido grande numero de sucessos no mercado internacional de submarinos, especialmente na América do Sul.

Os TR-1700 tiveram como "referência a superar", os submarinos do tipo U-209, tendo sido desenhados para possuirem melhores capacidades marinheiras e maior velocidade.

Ele podia transportar até 22 torpedos. O TR-1700 atinge uma velocidade aproximada de 25 nós, o que o torna no mais rápido submarino convencional do mundo.
O seu motor de 6720cv podia a baixa velocidade (8 nós) locomover o submarino por quase 22,000Km. E as suas baterias permitiam-lhe viajar durante 800Km a 6 nós.

Pensado para dar à tripulação o máximo possível de espaço (coisa incomum em submarinos convencionais), o TR-1700 tem uma ampla sala de torpedos e caracteriza-se pela sua disposição em dois decks (dois andares).

A velocidade excepcional do TR-1700 deve-se à potência dos seus motores que são volumosos e ocupam grande parte do submarino. Alegadamente esse espaço generoso, poderia ser utilizado para colocar um pequeno reactor nuclear, mas não se sabe se efectivamente existiram planos para efectuar tal operação.

O Santa Cruz, foi submetino em 2000, a uma completa revisão e actualização de meia vida, que decorreu no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.

Embora reduzidos a apenas duas unidades, os submarinos da classe Santa Cruz, continuam a ser os mais poderosos submarinos da América do Sul, ainda que tecnologicamente já não estejam ao nível dos dois submarinos Scorpene do Chile e do recente U-209-Tikuna da marinha do Brasil.


Informação genérica:


   
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