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Armas e equipamentos relacionados

Couraçado «Super-Dreadnought» - Nagato

Porta aviões - Soryu

Porta aviões - Akagi

Porta aviões - Kaga

Porta aviões - Yorktown

Couraçado rápido - Yamato

Bombardeiro leve / táctico - TBD-1 «Devastator»

Bombardeiro leve / táctico - SBD-3 «Dauntless»

Bombardeiro leve / táctico - D3A2 «Val»

Bombardeiro - B5N2 «Kate»

Avião de caça - A6M2 «Rei-sen»


Acontecimentos Relacionados
07-12-1941
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06-08-1945
O primeiro ataque nuclear


Batalha de Midway
II Guerra Mundial / Pacífico
04-06-1942

Este acontecimento teve inicio em: 04-06-1942 e terminou em 04-06-1942
Vencedor: Estados Unidos da América

Forças em presença:

Japão

Estados Unidos da América


A batalha de Midway é considerada para os norte-americanos, o ponto de viragem da guerra no Pacífico, porque foi a primeira grande vitória das forças americanas sobre o Japão.

Midway, deveria ser segundo os planos japoneses, a grande e definitiva batalha que arrasaria a esquadra americana, permitindo o completo domínio japonês no Pacífico.
Ainda influenciados pela decisiva vitória japonesa na batalha de Tsushima sobre os russos em 1905, parte dos comandos japoneses acreditavam que uma vitória decisiva do Japão sobre os Estados Unidos seria possível e que essa vitória levaria os Estados Unidos a assinarem a Paz.

A constituição das principais forças japonesas que sairam do Japão a 27 e 28 de Maio é a seguinte:

Uma força de submarinos enviada antecipadamente e constituída por 16 unidades.

Força de porta-aviões, conhecida como Esquadrão Naval Nr. 1 é comandada pelo Almirante Nagumo e destina-se a atingir Midway e a apoiar o ataque contra a ilha. Esta força é constituída por quatro unidades: Os porta-aviões Akagi, Soryu, Kaga e Hiryu. No entanto, por causa de divergências entre a marinha e o exército, dois porta-aviões adicionais tinham sido retirados a esta força para estarem presentes num ataque a efectuar contra Tulagi. Os porta-aviões são escoltados por vários cruzadores e contratorpedeiros.

Força de couraçados Esta força segue a cerca de 500 Km de distãncia da força de porta-aviões e é nela que está o comando das operações, sob o controlo do Almirante Yamamoto, que segue a bordo do super-couraçado Yamato, o maior couraçado alguma vez construído no mundo, acompanhado dos couraçados Nagato e Mutsu, que embora construídos entre 1920 e 1921, tinham sido extensamente modernizados entre 1934-1936, transformando-se em poderosos couraçados rápidos, com canhões de 406mm (ver fichas respectivas).

Força de transporte sob o comando do Vice-Almirante Hosogaya Moshiro que deverá desembarcar os 5.000 fuzileiros que seguem em doze navios de transporte e que são acompanhadas por dois couraçados e seis cruzadores pesados além de vários contratorpedeiros.


Força da Aleutas Sob o comando do Vice-Almirante Hosogaya a força é constituida por dois porta aviões ligeiros (Junyo e Ryujo), quatro couraçados (Ise, Hyuga, Fuso e Yamashiro). Esta força embora poderosa, destina-se a «enganar os americanos» tentando que estes dividam as suas forças.

Mapa do Pacífico central e ocidental



No total as forças do Japão contam com:
8 porta-aviões
11 couraçados
22 cruzadores
65 contratorpedeiros
21 submarinos


Do lado americano as coisas são muito mais complicadas, pois as principais forças americanas tinham no total:

3 porta-aviões
8 cruzadores
5 contratorpedeiros

O grosso da força americana eram os três porta-aviões, que tinham escapado da destruição em Pearl Harbour. Ao ficar sem couraçados, os americanos ficaram sem grandes opções, pelo que as suas tácticas vão depender quase que exclusivamente da utilização de porta-aviões e do poder aéreo.

Inicialmente as forças americanas estavam divididas em duas forças. A Task Force 16 (Porta-aviões Enterprise e Hornet, seis cruzadores e nove contratorpedeiros) e a Task Force 17 (Porta-aviões Yorktown, dois cruzadores e seis contratorpedeiros). Estas forças juntaram-se em 4 de Junho de 1942.

Dos três porta-aviões americanos, um deles - o Yorktown - não estava operacional, pois sofrera grandes danos na batalha do Mar de Coral estando em reparações de emergência em Pearl Harbour que foram feitas de forma incrível, em apenas três dias.

Midway estava ainda defendida por aeronaves dos fuzileiros estacionadas na ilha, mas havia apenas 54 aviões dos fuzileiros navais (metade dos quais completamente obsoletos), 38 aviões da marinha (sendo 32 deles aviões de reconhecimento Catalina e 6 Avenger) e 23 aviões da Força Aérea, (entre os quais 17 bombardeiros B-17).

Midway, também estava equipada com dois radares que também foram importantes no aviso antecipado de aproximação de inimigos.

O sigilo da operação era da maior importância para os japoneses, mas a 10 de Maio os criptografos americanos que interceptavam e descodificavam em segredo as comunicações japonesas tinham já determinado que o ataque se daria contra uma ilha que os japoneses designavam como «AF» que os serviços secretos correctamente identificaram como sendo Midway.

Embora em clara desvantagem numérica, os americanos tinham a vantagem de conhecer melhor a situação do ponto de vista táctico.

Os acontecimentos relacionados com a batalha começam na realidade no dia 3 de Junho, quando pelas 0300 de 03JUN1941 a força do Vice-Almirante Hosogaya ataca as Aleutas. Esta era uma manobra de diversão e sabendo disso os americanos não reagem para apoiar aquelas ilhas a norte.
Nesse mesmo dia 03JUN1941, pelas 0843 um avião Catalina detecta a aproximação de 11 navios japoneses. O comandante americano, o Al. Fletcher dá ordens aos navios americanos para que rumem a sul, para se colocarem entre os porta-aviões de Nagumo e Midway.
Ainda nesse dia, descolam às 12:25 nove bombardeiros B-17, com o objectivo de atacar a força de desembarque japonesa chegam à força por volta das 16:40 mas não conseguem atingir nenhum alvo.

Mais tarde, às 21:15 quatro Catalina descolam com o mesmo objectivo, atingindo a posição da força de desembarque japonesa por volta da 01:30 do dia 4, tendo atingido um navio japonês com uma bomba.

Principais acções levadas a cabo pelas forças em presença durante a batalha de Midway em 04061941
Japoneses
Norte americanos
04:30Lançada a primeira vaga do ataque japonês contra Midway, constituida por 108 aviões lançados dos quatro porta-aviões japoneses   
  05:34Um Catalina avista a principal força japonesa de porta-aviões e transmite a informação
  05:53Os radares de Midway detectam a vaga de aviões japoneses que se aproximam.
  05:56De Midway são lançados caças americanos para atacar os aviões japoneses
06:06Os aviões japoneses são atacados pelos aviões lançados desde Midway para os interceptar.
06:30 Das 06:30 às 06:43 os aviões japoneses atacam a ilha de Midway    
  07:00O porta-aviões Hornet lança os seus aviões contra os porta-aviões japoneses (grupo VT-8)
07:05Os bombardeiros japoneses que atacaram Midway a avisam a esquadra por rádio de que será necessário um novo ataque contra Midway, porque continua a haver alvos por destruir   
  07:06O porta-aviões Enterprise lança os seus aviões contra os porta-aviões japoneses
07:15O Almirante Nagumo, perante o relatório , ordena uma segunda vaga de ataques a Midway e manda preparar os aviões para transportar bombas.   
07:28Alarme na esquadra japonesa, o cruzador Tone afirma ter avistado o que parecem ser 11 navios americanos   
07:45Perante esta noticia, Naguma manda cancelar a ordem de colocar bombas nos aviões torpedeiros, mantendo os torpedos, antecipando a necessidade de atacar a frota americana   
08:06Depois de solicitado por Nagumo, o cruzador Tone, envia uma mensagem afirmando que a frota americana é constituida por cinco cruzadores e cinco contratorpedeiros. Na força japonesa, a vitória é dada como certa.   
08:30O cruzador Tone, afirma que a força americana inclui o que parece ser um porta-aviões que se encontra numa posição recuada, face aos restantes navios. A preocupação volta às mentes dos almirantes japoneses.   
08:37

Começam a chegar aos porta-aviões japoneses os aviões que efectuaram o ataque a Midway duas horas antes.

Nagumo sabe que há um porta-aviões na área, mas para lançar um ataque levantam-se problemas complexos de resolver.

  

Os aviões disponíveis para atacar estão armados com bombas adequadas para efectuar o segundo ataque a Midway e não com torpedos que são mais eficientes contra navios. Para mudar o armamento de bombas para torpedos e lançar um ataque, os aviões da primeira vaga que chegam de Midway não terão pista disponível para pousar, tendo que se perder no mar. Sabendo que não pode enviar os bombardeiros «Kate» atacar os americanos armados com bombas e sem escolta, manda os aviões para os hangares, libertando as pistas para permitir o pouso da primeira vaga de ataque a Midway.

  08:38O porta-aviões Yorktown lança os seus aviões torpedeiros TBF-Avenger contra a esquadra japonesa. Os aviões não levam qualquer escolta de caças.
08:45Os japoneses lançam aeronaves para investigar a posição dos navios americanos e para entender a constituição da força.  
08:55O Almirante Nagumo dá ordem aos seus porta-aviões para se dirigirem para Norte, em direcção aos navios americanos, logo que todos os aviões que atacaram Midway tenham sido recolhidos.   
09:17Todos os aviões estão recolhidos e a frota japonesa dirige-se para norte, em direcção à frota americana. Nagumo dá ordens para se tentar toda a velocidade. O Akagi atinge 30 nós, à sua frente segue o Kaga, atrás p Hiryu e o Soryu. Nagumo pretende reduzir a distência que o separa dos navios americanos, e determina que o ataque deverá ocorrer às 10:30.   
Os aviões americanos que tinham saído dos porta-aviões, partem do principio de que a esquadra de Nagumo se dirige para sul, em direcção a Midway. A mudança de direcção da frota, faz com que grande parte dos aviões americanos não encontre os navios japoneses.
09:18O cruzador Chikuma avista aeronaves americanas (VT-8). Os caças «Zero» de protecção lançam-se sobre os aviões americanos.   
  09:20O grupo VT-8 constituido por bombardeiros «Devastator» que descolaram do Hornet, ataca a esquadra japonesa. Todos os aviões são destruidos.
  09:58O grupo VT-6, do Enterprise só chega 38 minutos depois para atacar os navios japoneses e tem o mesmo destino. Os lentos «Devastator» são presa fácil para os «Zero»

Quando os americanos perceberam que tinham sido descobertos, deram ordens a todos os seus aviões para que atacassem de imediato. Inicialmente o planeamento previa um ataque macisso, pelo que os aviões mais lentos tinham saído primeiro, seguidos dos mais rápidos e com menos autonomia.Ao dar ordem para que os aviões americanos ataquem independentemente da sua posição, isso faz com que não haja nenhuma coordenação e os aviões americanos aproximam-se da esquadra japonesa em pequenos grupos, fáceis de destruir. A bordo dos porta-aviões japoneses a azáfama é grande. Os japoneses sabem estar numa situação complicada, porque estão em reabastecimento, altura em que os navios não podem lançar os seus aviões

  10:15O grupo VT-3, os «Devastator» do Yorktown chega para atacar os porta-aviões japoneses, também sem sucesso
10:20

Alerta no porta-aviões Akagi. Começou um ataque americano com bombardeiros de voo picado. Aproximam-se do lado so Sol e só no último instante foram encontrados, porque os navios japoneses não têm radar. A primeira análise dos aviões em aproximação, rapidamente torna evidente a realidade. Desta vez há demasiados aviões americanos no ceu, e é impossível que esses aviões tenham origem em apenas um porta-aviões.

Os japoneses concluem que há pelo menos dois porta-aviões americanos na área e dão ordens urgentes para apressar o lançamento dos aviões que estava previsto para as 10:30.

Os aviões japoneses estão já na coberta de voo, preparando-se para receber ordem de partida.

10:20Bombardeiros de voo picado «Dauntless» começam a atacar a esquadra japonesa sem sucesso, mas na realidade, embora se trata de um ataque quase suicida, ele teve como resultado espalhar os «Zero» que estavam a voar, llibertando os aviões seguintes da sua pressão.

10:22

O porta-aviões Kaga, é atingido por uma bomba lançada por um dos «Dauntless» do Enterprise.

Poucos minutos depois, o Akagi é atingido por bombas de aviões do Yorktown na parte traseira, numa área completamente apinhada de aviões japoneses que se preparavam para descolar.

  
10:25O porta-aviões Soryu é igualmente atingido por bombas lançadas por bombardeiros também do Yorktown.   
10:55O porta-aviões Soryu, completamente envolto em chamas, é abandonado   
10:58O Hiryu, o último dos porta-aviões japoneses em condições de responder lança a sua primeira vaga de ataques contra a esquadra americana constituida por 18 bombardeiros «Val» escoltados por seis caças «Zero»   
11:27Os motores do Akagi param e o navio fica imóvel envolto em chamas.   
12:00  O porta-aviões Yorktown é atacado por aeronaves do Hiryu, o último porta-aviões japonês sobrevivente. O porta-aviões é atingido por três bombas. Embora o fogo se tenha propagado e as bombas tenham atingido um dos grupos de turbinas, o navio ainda estava em condições de navegar, conseguindo voltar a atingir uma velocide de 20 nós.
13:00Regressa um dos aviões de reconhecimento enviado pelo Soryu, que foi recuperado pelo Hiryu. As informações são más: Não há apenas os dois porta-aviões de que se suspeitava, mas sim três porta-aviões americanos.  
13:20O porta-aviões Hiryu, lança um segundo ataque contra o Yorktown. São lançados todos os aviões disponíveis: dez aviões torpedeiros «Kate» e seis aviões de caça «Zero»   
14:45  Aviões de reconhecimento americanos detectam o porta-aviões Hiryu, e nos porta-aviões americanos é dada ordem para preparar o ataque
14:54Os aviões torpedeiros japoneses atingem novamente o Yorktown  O porta-aviões Yorktown é atingido por duas bombas
15:50  Todos os aviões disponíveis descolam do Enterprise e do Hornet para atacar o Hiryu
16:40É dada ordem para abandonar o porta-aviões Kaga   
17:05Durante o ataque dos aviões americanos o porta-aviões Hiryu é atingido por quatro bombas e incendeia-se   
19:13O porta-aviões Soryu afunda-se   
19:25O porta-aviões Kaga afunda-se   
20:00Dada ordem para abandonar o porta-aviões Akagi   
    
5 de Junho de 1942
01:58A bordo do porta-aviões Hiryu, uma grande explosão põe fim à tentativa de salvar o navio. É dada ordem para abandona-lo.  
02:00   
02:55Perante a situação que se coloca o Almirante Yamamoto dá ordem para cancelar toda a operação de tomada de Midway   
03:00Na sequência de manobras de emergência provocadas pelo avistamento de um submarino, os cruzadores Mikuma e Mogami colidem. A solisão deixa uma grande mancha de óleo que leva os porta-aviões americanos a atacar os navios. O cruzador Mikuma será atingido fatalmente e afunda-se ao entardecer no dia seguinte.   
05:00O Akagi afunda-se   
08:20O Hiryu afunda-se   


Sem a protecção dos aviões da sua principal força aeronaval, não restou opção aos japoneses que não retirar para evitar a destruição dos seus outros meios navais que não estavam preparados para resistir a ataques aéreos sem protecção de porta-aviões.

O resultado de Midway foi desastroso para o Japão. A destruição da sua principal força de porta-aviões constituiu um golpe dramático, pois embora o Japão tenha conseguido substituir os porta-aviões, não tinha capacidade para se equiparar à capacidade americana de construção, que até ao fim do conflito lançaria à água cerca de 30 porta-aviões de ataque e uma miriade de pequenos porta-aviões de escolta.

Além do desastre da perda de navios e aviões foi também sentida a perda de centenas dos seus principais e mais experientes pilotos, muitos deles mortos antes de conseguirem sequer levantar voo.

O Japão nunca recuperou do golpe, e a qualidade dos seus pilotos decresceu tremendamente.