A Rússia continua a mesma

Comentários a artigos de opinião

A Rússia continua a mesma

Mensagempor admin1 » sábado jun 14, 2014 4:29 pm

O império dos czares pode ter caído, a Rússia soviética pode ter caído, mas os problemas, as características e as paranóias que sempre caracterizaram a Rússia, continuam a condicionar a política e o comportamento dos políticos do maior país da Europa.

A politica agressiva da Russia e paranoia do cerco, continuam hoje como no passado a condicionar as atitudes da mais agressiva das nações do continente europeu
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Re: A Rússia continua a mesma

Mensagempor mafets » domingo jun 15, 2014 11:14 am

A Rússia actualmente não tem forma de controlar a Europa nem politica, economicamente ou militarmente. No máximo chateia países limites como a Ucrânia na "terra de ninguém" e quanto ao continente europeu fica-se por aqui já que a maior parte dos países do Ex- Bloco de leste são da NATO, que obviamente reagiria sempre a uma agressão Russa. Para lá dos Urais fica-se pelo Cáspio pois a partir daí à Indianos e Chineses com as sua próprias pretensões territoriais e económicas.
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Quanto ao resto, quem conhece e historia Russa e de Putin sabe identificar a veracidade dos factos. Porem também não deixa de ser verdade que praticamente todos os países tiveram ou têm o seu "Putin" e que apesar de o ocidente viver em democracia e liberdade, se tudo estivesse bem não se via a ascensão da extrema-direita nas ultimas Eleições Europeias (mesmo na Alemanha foi elegido um deputado nazi) e o sentimento anti-europeísta a reinar em boa parte da Europa Comunitária.
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Aliás antes do perigo Russo vem a tragédia do que seria uma desagregação da UE (a qual muito iria facilitar a vida a Putin além de certamente poder ter consequências na estrutura da NATO), e nesse campo cabe sobretudo a Bruxelas, Estrasburgo e a cada estado membro fazerem pela vida (algo que até agora pouco têm feito).
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Re: A Rússia continua a mesma

Mensagempor Dozer » segunda jun 16, 2014 1:24 am

Uma coisa é a Russia não ter capacidade para fazer uma coisa, a outra é gostar de vender uma ideia à sua opiniao publica interna.
Os russos parecem tentar controlar a politica europeia através do dinheiro.

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Re: A Rússia continua a mesma

Mensagempor mafets » segunda jun 16, 2014 12:10 pm

Dozer Escreveu:Uma coisa é a Russia não ter capacidade para fazer uma coisa, a outra é gostar de vender uma ideia à sua opinião publica interna.
Os russos parecem tentar controlar a politica europeia através do dinheiro.

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Isso é igual ao que era no tempo da URSS. A propaganda anti-ocidental era um investimento fortíssimo do Kremlin tanto interno como externamente, que alem dos cartazes, filmes e média estatais, financiava (entre muita coisa) inclusive estudos, viagens e estadias dos ideológicos de esquerda ocidentais e dos seus familiares.
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A Economia Russa sempre esteve bastante ligada ao ocidente e dependeu por exemplo do Cereal americano para alimentar a sua população. Sempre teve negócios, quer por parte dos membros do partido a nível particular ou com ordem estatal com múltiplas empresas europeias, americanas e japonesas. Sempre tentou influenciar a Politica não apenas Europeia mas também ocidental com avultadas somas de dinheiro, basta ver que a maioria dos movimentos pacifistas na Europa que iam dançar para cima dos silos de misseis atómicos na Grã-Bretanha e invadiam as bases na Alemanha eram pagos pelo KGB.
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Portanto, é mais do mesmo. A URSS desagregou-se e a Europa Comunitária (bem como a NATO) não deixou de se expandir. Resta saber se uma eventual queda da UE (ou enfraquecimento) e o possível contra-ponto nas questão militares até que ponto deixariam uma Europa mais premissivel à típica forma de ser e de estar Russa. Mas isso é assunto para "segundas núpcias".

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Re: A Rússia continua a mesma

Mensagempor pt-papatango » segunda jun 30, 2014 8:16 pm

Forma de estar e de ser russa ? :shock:

Mas a forma da bala ou a forma do Vodka ?
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Re: A Rússia continua a mesma

Mensagempor mafets » terça jul 01, 2014 10:03 am

pt-papatango Escreveu:Forma de estar e de ser russa ? :shock:

Mas a forma da bala ou a forma do Vodka ?

À bala, com as actuais forças Armadas Russas, não passavam da Polónia por terra e no mar a Frota do Norte no máximo chegava à Noruega e a restante ficava-se pelo Báltico e Mar Negro.
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Embebedar a Europa é uma hipótese, mas face ao facto da industria Russa ser do tempo dos "Afonsinhos", quanto muito chegava para colocar em "coma alcoólico" a antiga Europa de leste e daí não passava.
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Portanto, a Rússia actual, mesmo com o dinheiro do petróleo e seus derivados, quando muito tem capacidade de intervir ou influenciar uma Região fronteiriça e pouco mais. Não é pareio para uma Potencia Económica como a UE ou militar como os EUA e a NATO. No máximo consegue um "mistral" e já não é mau.
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Re: A Rússia continua a mesma

Mensagempor pt-papatango » sábado jul 05, 2014 2:42 pm

Os russos não têm efectivamente capacidade de projeção de força para lá das suas fronteiras, sem que desenvolvam uma grande força militar.

Sempre que se discute a força militar da Russia, acaba-se sempre na afirmação de que a Russia tem a bomba atómica e pronto, é o mais poderoso país da terra.
Esquece-se nessa argumentação que desse ponto de vista a Coreia do Norte também é uma imponente super-potência (pelo menos é o que a televisão de lá afirma).

No entanto, os russos já tiveram mais que tempo para modificar as suas forças armadas, de forma a criar um organismo que funcione, sem precisar de mascaradas, enviar tropas travestidas de homenzinhos verdes.

Pessoalmente acredito que a Russia continua sem ter capacidade para efectuar verdadeiras operações militares dignas desse nome e que as excepções, se limitam aos países que não conseguem resistir aos métodos antigos, seja pela sua pequena dimensão seja pelo facto de os seus próprios militares também utilizaram as velhas, estafadas e ineficientes doutrinas russas.

Tudo isto confirma a tese de que na Russia grande parte do que tem a ver com defesa, continua a ser propaganda.
Estão continuamente a ser anunciados gloriosos programas de desenvolvimento das forças armadas, que vão transformar a Russia numa hiper-mega-ultra potência vencedora contra tudo e todos e até capaz de vencer os invasores marcianos.

Mas no momento presente, a situação é a mesma.

Ainda assim, a verdade é que eles tomaram a Crimeia, e isso não deixa de ser importante.
E as posições que tomaram na Ucrânia, onde introduziram milhares de terroristas chechenos disfarçados de russos e de ucrânianos, mostram que pelo menos na guerra irregular e no apoio ao terror, os russos continuam a ser especialistas.

Mas isso é mais do mesmo e a confirmação de que os russos são incapazes de mudar um centimetro no seu curso.
Uma pequena alteração, mudança ou imprevisto e o país pode descarrilar.
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Re: A Rússia continua a mesma

Mensagempor mafets » sábado jul 05, 2014 6:53 pm

pt-papatango Escreveu:Os russos não têm efectivamente capacidade de projeção de força para lá das suas fronteiras, sem que desenvolvam uma grande força militar.

Sempre que se discute a força militar da Russia, acaba-se sempre na afirmação de que a Russia tem a bomba atómica e pronto, é o mais poderoso país da terra.
Esquece-se nessa argumentação que desse ponto de vista a Coreia do Norte também é uma imponente super-potência (pelo menos é o que a televisão de lá afirma).

No entanto, os russos já tiveram mais que tempo para modificar as suas forças armadas, de forma a criar um organismo que funcione, sem precisar de mascaradas, enviar tropas travestidas de homenzinhos verdes.

Pessoalmente acredito que a Russia continua sem ter capacidade para efectuar verdadeiras operações militares dignas desse nome e que as excepções, se limitam aos países que não conseguem resistir aos métodos antigos, seja pela sua pequena dimensão seja pelo facto de os seus próprios militares também utilizaram as velhas, estafadas e ineficientes doutrinas russas.

Tudo isto confirma a tese de que na Russia grande parte do que tem a ver com defesa, continua a ser propaganda.
Estão continuamente a ser anunciados gloriosos programas de desenvolvimento das forças armadas, que vão transformar a Russia numa hiper-mega-ultra potência vencedora contra tudo e todos e até capaz de vencer os invasores marcianos.

Mas no momento presente, a situação é a mesma.

Ainda assim, a verdade é que eles tomaram a Crimeia, e isso não deixa de ser importante.
E as posições que tomaram na Ucrânia, onde introduziram milhares de terroristas chechenos disfarçados de russos e de ucrânianos, mostram que pelo menos na guerra irregular e no apoio ao terror, os russos continuam a ser especialistas.

Mas isso é mais do mesmo e a confirmação de que os russos são incapazes de mudar um centimetro no seu curso.
Uma pequena alteração, mudança ou imprevisto e o país pode descarrilar.

Vamos por partes:

Os Russos de facto não têm efectivamente capacidade de projecção de força para lá das suas fronteiras, sem que desenvolvam uma grande força militar, agora relativamente à bomba atómica é diferente e muito menos o caso pode ser comparado com a Coreia do Norte.
http://1.bp.blogspot.com/-5cHeIsLVsns/U3T3Dlo_JFI/AAAAAAAAvYI/0gpf3sgkYl4/s1600/SS18satan.png
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O Russos aquando do final da Guerra Fria canalizaram a maior parte dos recursos para a manutenção dos misseis atómicos, sistemas de lançamento e submarinos, pelo que a manutenção minima e actualização dos sistemas mais prementes sempre se fez, pelo que para todos efeitos atrás dos EUA/RU e talvez Israel, estão os Russos à frente dos Franceses, Indianos, Paquistaneses e Chineses. E embora de facto a sofisticação dos três primeiros países sejam maiores, a Rússia (como visto no primeiro link) tem misseis com multiplas-ogivas MIRV, parte deles em submarinos e rampas moveis e tem muitas o que dificulta a intercepção (é impossível que no caso de uma Guerra Atómica todas fossem interceptadas por sistemas anti-míssil).
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A Coreia do Norte não possui nada disto. Têm variações do SCUD e um missil [url]http://en.wikipedia.org/wiki/Taepodong-2/[url], que é enorme, dificílimo de esconder, impossível de colocar num submarino, além de que face ao tamanho e quantidade das ogivas que o regime tem capacidade de produzir quanto muito leva uma.
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Portanto o caso Coreano é sobretudo propaganda (e muita loucura à mistura http://blog.foreignpolicy.com/files/fp_uploaded_images/130329_Screen%20shot%202013-03-29%20at%209.56.29%20AM.png) , mas os Russos, tirando as especulações e idolatrações patrióticas, tem razoável base de perigo real.
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Relativamente à guerra convencional, o desempenho e as tácticas e estratégias soviéticas foram um desastre e os casos mais recentes Russos da Tchetchenia e da Geórgia confirmam que as técnicas da "Terra Queimada" e do "disparar primeiro e perguntar depois", continuam a ser a velha máxima militar. Resulta contra os vizinhos na "terra de ninguém" mas contra forças modernas e bem treinadas não.
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Modernizar as F.A. Russas com programas 100% nacionais e capazes é impossível. O pais durante anos manteve os "serviços mínimos", tem uma industria antiquada, os melhores técnicos saíram do pais, o dinheiro dos derivados do petróleo não dá para tudo e à áreas que ainda é possível disfarçar (principalmente a aeronáutica e a industria naval), agora construções mais complexas como compostos de blindagem ou navios anfíbios (como a classe Vladivostock) a demanda por equipamento estrangeiro (que presentemente cessou por imposição interna). Mantêm uma capacidade nos misseis AA e já é um feito notável, principalmente quando a incompetência politica não permite transformar esse activo numa plataforma para programas reais e fidedignos.
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Por ultimo, a capacidade de destabilizar russa existiu e existe como ficou bem provado na Crimeia e na Ucrânia (desde que existam condições internas para tal como foi o facilitismo e mesmo assim com alguns erros à mistura), mas também no passado do Afeganistão. Agora, neste capítulo as técnicas não são diferentes da Nicarágua ou do Irão do Xá da Persia, só para citar alguns exemplos, com responsabilidade efectiva dos EUA.

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Re: A Rússia continua a mesma

Mensagempor pt-papatango » quinta jul 10, 2014 10:01 am

A capacidade dos russos para desestabilizar, resulta mais da proximidade geográfica que de qualquer capacidade adicional. Os russos têm capacidade para desestabilizar a Ucrânia como Portugal teria capacidade para desestabilizar a Espanha caso esse país tivesse problemas graves de coesão interna. A desestabilização consegue-se pelo simples "olhar para o lado" quando grupos armados atravessam a fronteira.

A arma nuclear nos dias de hoje não faz sentido, como não faz sentido desde há muito tempo, a partir do momento em que ficou estabelecida a capacidade de uma parte para destruir a outra.
Os soviéticos tinham noção disso, como tinham noção da ineficiência dos sistemas russos de deteção de ameaças, o que levou à intervenção humana em alguns casos, porque os sistemas russos apresentavam dados que não faziam sentido.

O discurso guerreiro, dizendo que a Russia é o único país capaz de transformar a América em cinzas, é discurso de uma extrema direita nazista que existe na Russia, com uma força que só se pode comparar à que tinham os nazistas alemães antes de chegarem ao poder.

Os jornalistas russos e os extremistas russos não passam de prostitutas loucas, que não têm noção de nada.

Na Russia existem três grandes pilares de poder:

1 - Os oligarcas que vieram da antiga estrutura do Partido Comunista (Abramovich, é um exemplo)
2 - Os dirigentes da KGB, que roubaram o poder aos oligarcas (Putin é o exemplo)
3 - Os militares

Os militares são o único grupo que na realidade não provou o poder, mas são eles em última instância que decidem quando se carrega no botão.
É por isso que para atacar a Crimeia, foi preciso mandar tropas que não se sabia de quem eram, para criar dentro da Russia a confusão.

Quem pensar que os russos estavam a confundir o ocidente engana-se, a «Maskirovska» era para dentro, para garantir que os militares russos acabariam por ser forçados a intervir.

A decisão de intervir na Crimeia foi tomada por muito poucas pessoas e nem todos os militares foram consultados. Ao contrário do que poderiamos pensar, as coisas foram muito mais complicadas que o que pareciam.

É por isso que agora Putin tem muita dificuldade em gerir a situação. Os extremistas russos (literalmente neo-nazistas) continuam a pressionar. Putin não pode aparecer agora como fraco, porque isso quer dizer a morte (física ou política, mas morte) e ao mesmo tempo Putin não quer meter os militares numa guerra que eles nunca quiseram e para a qual foram empurrados.
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Re: A Rússia continua a mesma

Mensagempor mafets » quinta jul 10, 2014 4:15 pm

pt-papatango Escreveu:A capacidade dos russos para desestabilizar, resulta mais da proximidade geográfica que de qualquer capacidade adicional. Os russos têm capacidade para desestabilizar a Ucrânia como Portugal teria capacidade para desestabilizar a Espanha caso esse país tivesse problemas graves de coesão interna. A desestabilização consegue-se pelo simples "olhar para o lado" quando grupos armados atravessam a fronteira.

A arma nuclear nos dias de hoje não faz sentido, como não faz sentido desde há muito tempo, a partir do momento em que ficou estabelecida a capacidade de uma parte para destruir a outra.
Os soviéticos tinham noção disso, como tinham noção da ineficiência dos sistemas russos de deteção de ameaças, o que levou à intervenção humana em alguns casos, porque os sistemas russos apresentavam dados que não faziam sentido.

O discurso guerreiro, dizendo que a Russia é o único país capaz de transformar a América em cinzas, é discurso de uma extrema direita nazista que existe na Russia, com uma força que só se pode comparar à que tinham os nazistas alemães antes de chegarem ao poder.

Os jornalistas russos e os extremistas russos não passam de prostitutas loucas, que não têm noção de nada.

Na Russia existem três grandes pilares de poder:

1 - Os oligarcas que vieram da antiga estrutura do Partido Comunista (Abramovich, é um exemplo)
2 - Os dirigentes da KGB, que roubaram o poder aos oligarcas (Putin é o exemplo)
3 - Os militares

Os militares são o único grupo que na realidade não provou o poder, mas são eles em última instância que decidem quando se carrega no botão.
É por isso que para atacar a Crimeia, foi preciso mandar tropas que não se sabia de quem eram, para criar dentro da Russia a confusão.

Quem pensar que os russos estavam a confundir o ocidente engana-se, a «Maskirovska» era para dentro, para garantir que os militares russos acabariam por ser forçados a intervir.

A decisão de intervir na Crimeia foi tomada por muito poucas pessoas e nem todos os militares foram consultados. Ao contrário do que poderiamos pensar, as coisas foram muito mais complicadas que o que pareciam.

É por isso que agora Putin tem muita dificuldade em gerir a situação. Os extremistas russos (literalmente neo-nazistas) continuam a pressionar. Putin não pode aparecer agora como fraco, porque isso quer dizer a morte (física ou política, mas morte) e ao mesmo tempo Putin não quer meter os militares numa guerra que eles nunca quiseram e para a qual foram empurrados.

Os Russos relativamente à Ucrânia não estão apenas a olhar para o lado. A quantidade de armas portáteis, tanques e inclusive fardamento é a prova disso (mesmo tendo em conta que o poder Russo de influenciar não é o mesmo dos tempos da URSS com a presença de conselheiros e armamento em quantidades razoáveis, desde África ao Sudeste Asiático). Quanto a Portugal, tirando viveres, resmas de desempregados e umas centenas de G3 com cano gasto para lutarem por uma qualquer causa pelos "nuestros hermanos" , nada mais poderiam fazer para hipoteticamente destabilizar uma Espanha já mesmo já bastante destabilizada.
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Independentemente dos maus sistemas de detecção russos o problema das armas nucleares é que enquanto existirem são perigosas. A quantidade de ogivas de 10000 unidades para a Rússia e 8.500 para os EUA, significa que por muitos sistemas anti-míssil, contra-medidas e sistemas obsoletos, menos de 1000 escapariam aos sistemas norte-americanos e mesmo que apenas metade chegassem ao alvo 500 explosões nucleares fazem mossa (estamos a falar de MIRV, re-orientáveis para alvos diferentes, capazes de manobras evasivas e até 8 por ICBM e não de sistemas como o Norte-Coreano que quanto muito leva uma bomba tamanho da de Hiroxima). É certo que os muito mais avançados sistemas americanos e a ausência de procedimentos e sistemas tecnicamente avançados anti-míssil russos, faria com que a maior parte das ogivas americanas chegassem ao alvo deixando de existir Rússia. Putin, os Oligarcas, os Militares sabem desta realidade (ignorada apenas pelos fanáticos nacionalistas), daí que esperneiam que se fartam a cada avanço dos sistemas anti-misseis dos EUA (que terão uma capacidade de intercepção entre os 70 a 90%), sendo que os próprios americanos também sabem que um sistema anti-míssil 100% eficaz teria de ser colocado no espaço e atacar os misseis em fase ascendente segundos após a descolagem, (algo para já proibido pelos acordos internacionais sobre o espaço).
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Os Oligarcas, Governantes, Militares e Jornalistas da actual Rússia na maioria interessa-lhes é o dinheiro. Existem uma minoria de Russos como em todo o lado devotos à ideologia e saudosos dos tempos soviéticos que se batem por um conjunto de ideais, mas a maioria interessa-lhes é euros e dólares (que o Rublo nada vale). Assim se explica os negócios e enriquecimento vertiginoso de determinadas famílias, a rotação dinástica entre Putin e Medvedev, a destituição do ex ministro da defesa por negócios como o dos LHA com os franceses (e contra a tradicional industria de defesa russa, ou pelo menos o que resta dela) e situações como a do Su-24 que cegou um Contra-Torpedeiro AB (noticiado na Rússia como estando no Mar Negro devido aos sistema Anti-Míssil dos EUA quando claramente tinha a ver com a situação Ucraniana) ou a "excelência" do sistema Bulava que nem em testes controlados funciona. Propaganda para o povo e a minoria fanática agora quem tem "2 palmos de testa" sabe que se trata de propaganda tipo da ex URSS que passou para a não muito diferente realidade Russa.
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Putin é um ex KGB e portanto jogador que joga apenas quando a jogada lhe é aparentemente favorável. A partir da Crimeia deixou de o ser, tanto pelos problemas que a própria região trouxe como por outros factores que vão desde o novo governo ucraniano (legitimado pelas eleições e sem medo dos Russos e Separatistas), à reacção internacional (suficiente para mostrar a Rússia que não seria tolerada uma invasão da Ucrânia). E neste campo Putin ira fazer desaparecer da face da terra quem quer que se oponha à sua actual vontade, pois tem poder para isso (junto das principais famílias e garças aos contactos como KGB), já que a Rússia ainda está muito longe de ter no horizonte uma "Primavera Moscovita" graças ao já referido controlo de informação e ao dinheiro dos derivados do petróleo que desde que continue a ser suficiente para corromper uma parte do poder politico, financeiro e militar Russo. dificilmente Putin terá grandes problemas internos.
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