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Submarinos alemães - Tipo XXI : O fim da guerra

Esta matéria destina-se a apresentar de forma resumida, a evolução da industria alemã de submarinos, de forma a permitir ao leitor entender melhor a questão e tirar suas conclusões sobre os equipamentos mais recentes desta familia de submarinos

Antecedentes

Com o fim da II guerra mundial, a industria alemã estava completamente destruida, e a capacidade alemã para construir navios também estava seriamente debilitada. Durante a guerra, não podendo competir com as potências atlânticas (Grã Bretanha e Estados Unidos) a Alemanha optou como no conflito europeupor de 1914-1918 por utilizar a arma submarina para atacar o comercio transatlântico, tentando por um lado numa primeira fase sufocar o seu principal rival europeu (a Grã Bretanha) e numa segunda fase, interromper o fornecimento de armas e o transporte de tropas da América para a Europa.

Os sucessos alemães foram marcados por altos e baixos. Nos últimos meses de 1940 a Alemanha afundou quase 1.200.000 toneladas de navios britânicos, porque o medo de invasão das ilhas, tinha retirado a maioria dos contra-torpedeiros de escolta para funções de patrulha do canal da mancha mas em Fevereiro quando baixou o receio de invasão alemã o valor baixou para 400.000, tendo subido no verão de 1941 até atingir quase 1.800.000 toneladas, com a adopção da táctica de ataque em matilha “wolfpack”.

No entanto, a introdução de equipamentos de Sonar por parte dos britânicos e a utilização cada vez maior de aeronaves para detectar e atacar submarinos, a capacidade alemã para atacar navios aliados foi sendo desgastada. Em Novembro de 1942 ainda foi atingido um valor de 1.300.000 toneladas, e em Junho de 1943 os alemães ainda conseguiram destruir um valor idêntico, mas a partir daí, os números começaram a decair. Em 1944, o valor mais alto foi atingido no verão, com 400.000 toneladas afundadas e com o desembarque na Normandia, a actividade submarina alemã praticamente terminou.

Mas as tentativas da marinha e da industra naval alemã para continuar a guerra não terminaram e a industria alemã estava num processo de fabrico de um submarino de longo alcance, com uma capacidade de superior aos submarinos tipo VII e tipo IX que foram os mais utilizados no oceano atlântico.

Type XXI
Submarino tipo XXI a navegar

Tratava-se do Tipo XXI, um submarino Diesel-electrico, com um deslocamento de 1819 toneladas (submerso) e dois motores electricos de 1865kW alimentados por dois motores Diesel.

O Tipo XXI, podia navegar submerso durante 50 horas a 5 nós, apenas com a potência das suas baterias, tinha uma velocidade submersa de projecto de 17.5 nós, (mais rápido debaixo de água que à superfície)  e uma capacidade de carga e autonomia superior a qualquer outro submarino alemão anterior.
Era possível por exemplo recarregar todos os seis tubos de lançamento de torpedos em até oito vezes menos tempo, o que permitia ao submarino uma muito maior operacionalidade e operar em qualquer ponto do atlântico sem necessidade de reabastecimento. Ele podia ainda submergir a pelo menos 250 metros de profundidade.

Mas na verdade, o tipo XXI era não só sofisticado como precisava de materiais raros, e equipamentos que a industria alemã não podia produzir por estar completamente voltada para a produção de emergência de armas destinadas a conter a avalanche russa. Das unidades que tiveram a sua construção iniciada, a esmagadora maioria nunca ficou operacional por falta de equipamentos e os que foram declarados operacionais tinham equipamentos de segunda linha que reduziam a eficiência do submarino. Calcula-se que de 2 a 6 Tipo XXI foram declarados operacionais e no fim da guerra cerca de 50 unidades estavam em construção, com atrasos provocados por falta de materiais.

Type XXI
Submarinos Type XXI alemães nos estaleiros, depois do fim da guerra

O Type XXI, foi utilizado como base para o fabrico de modelos de submarinos americanos e soviéticos nos anos seguintes e quer a classe Kilo soviética, pois tanto os soviéticos quanto os americanos tomaram posse de planos para construção e consideraram que a Alemanha estava mais avançada no desenvolvimento dessa arma.



Título: Submarinos alemães 60 anos (última actualização: 01.01.2007)
Autor: Paulo Mendonça / João Pedro Brás
Referências: ver ficha


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