Conflitos internacionais


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Rebeldes líbios aproximam-se de Sirte
Ultimo reduto de Kadafi cercado a leste e oeste
29.08.2011


À medida que a situação na capital Líbia aparenta normalizar, as atenções passaram para o avanço das forças rebeldes líbias contra a ultima cidade importante ainda controlada pelas forças fiéis ao desaparecido ex lider líbio Muamar Kadafi.

Sirte, é a cidade natal do ditador e é ali que em principio terá os seus maiores defensores. Durante a fase inicial do conflito, quando as forças rebeldes saíram de Benghazi para oeste depois dos primeiros ataques aéreos dos países da NATO, foi em Sirte que foi detido o avanço e foi de Sirte que as forças leais a Kadafi voltaram a recuperar terreno.

Agora, com a capital líbia nas mãos dos revoltosos, Sirte enfrenta as forças vindas de leste, que já tomaram completamente Al Bouraiqah e o porto (Mars Al Bouraiqah) e seguiram para Ras Lanuf, tendo já tomado Bin Jawad, a 160km de Sirte.
De oeste, há também forças que saíram de Tripoli e também de Misratah e que se já tomaram a região de Abu-Quriyan, um entroncamento rodoviário para sul e estão neste momento, segundo os dados conhecidos, 60km a ocidente de Sirte.

Material de guerra pesado

Após terem tomado os depósitos de material de guerra de Kadafi, os rebeldes possuem agora uma superioridade militar que anteriormente não tinham. Eles já estão a utilizar morteiros pesados e peças de artilharia rebocada, tanques T-55 e T-72, baterias de foguetes de artilharia BM-21 «Grad» que poderão ser utilizadas contra o último reduto fiel a Kadafi no norte da Líbia. Também há notícia de grande quantidade de munições a serem transportadas para leste.

A superioridade militar dos rebeldes aparenta tornar o resultado do conflito fácil de prever, pelo que o Conselho Nacional de Transição, que já se instalou parcialmente em Tripoli, apelou aos apoiantes de Kadafi para que depusessem as armas.

Armas nas mãos de extremistas

De entre os problemas que agora se levantam e que aparentemente têm preocupado os observadores europeus e norte-americanos está a possibilidade de membros com ligações ao extremismo islâmico poderem ter tomado ou vir a tomar posse de algumas das armas abandonadas pelos fiéis a Kadafi.

Até ao momento ainda não foram identificados especiais focos de tensão entre as muitas facções que se levantaram em armas contra Kadafi.
Nas ruas de Tripoli a normalidade volta com lentidão. Parte da cidade continua sem energia eléctrica e nestes casos os postos de elevação de água também não funcionam, não havendo por isso fornecimento de água às habitações.

Vento de Liberdade e dúvidas no horizonte

São vários os relatos do comportamento dos líbios perante a nova situação. Com uma população eminentemente jovem, a maioria dos habitantes do país nunca conheceu nada que não fosse o regime marxista de Kadafi.
O medo do serviço de informações - criado com o auxilio da União Soviética e da tenebrosa STASI, a polícia política da antiga Alemanha Oriental – levou a que os líbios nem sequer fizessem perguntas aos vizinhos. Falar sobre política era algo que os líbios tinham deixado de fazer, com medo que qualquer vizinho estivesse ligado à rede de espionagem interna.

Sem medo de serem presos, e com o regime de Kadafi afogado no seu próprio sangue os cidadãos começaram pela primeira vez a falar livremente, a questionar-se a fazer perguntas e a dar a sua opinião.

Se a Líbia mergulhará numa situação de conflito interno como aquela que ocorreu no Iraque não se sabe. Mas a Líbia é maior, tem menos população e não tem divisões religiosas como as que afetavam o país de Saddam Hussein.

Próxima à Europa, a Líbia tem um potencial turístico impressionante que pode ser explorado, o que junto com o dinheiro do petróleo, pode transformar a Líbia num país modelo no norte de África.


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