Artilharia naval continua a dar provas
Canhões navais, importantes nos ataques à Líbia
27.10.2011
À medida que vão sendo conhecidos mais detalhes sobre a operação terminada na Líbia, da qual participaram vários navios de guerra de países da Aliança Atlântica, vamos tomando conhecimento de que o poder naval e a capacidade de tiro dos navios, continua a desempenhar um papel de relevância.
Durante as operações em apoio dos rebeldes líbios na defesa da cidade de Misratah (que ficou isolada do resto da Líbia durante meses), navios da NATO, especialmente britânicos, utilizaram os seus canhões principais de 114,5mm para disparar contra posições detidas pelas forças que eram
fiéis ao antigo ditador Muamar Kadafi.
Coordenação aérea: Necessidade aguça o engenho
A fragata HMS Liverpool disparou centenas de vezes sobre alvos na costa líbia, tanto contra as forças que cercavam e bombardeavam alvos civis em Misratah como contra as forças favoráveis ao ditador deposto em Tripoli.
Muitas das explosões sobre alvos militares que foram registadas na área da capital líbia, não foram resultado de bombardeamentos aéreos mas sim de missões de observação e identificação de alvos realizadas por aviões P-3C «Orion» que posteriormente davam instruções à fragata para disparar.
A solução permitiu uma redução considerável de custos e demonstrou a capacidade de coordenação entre meios aéreos e navais de diferentes países da NATO (navios britânicos e aeronaves dos Estados Unidos e do Canadá), demonstrando ao mesmo tempo a precisão de tiro das versões mais recentes do armamento de 114,5mm utilizado nos navios britânicos
Vantagens
A principal vantagem do armamento principal de maior calibre reside no facto de cada disparo ser substancialmente mais económico que o disparo de um míssil ou mesmo de um foguete de médio curto-alcance. A solução coaduna-se com a necessidade
Curiosamente nos últimos anos a maioria das marinhas tem vindo a adoptar armamento principal de calibre inferior. Muitas das fragatas mais recentes estão armadas apenas com artilharia de 76mm (3 polegadas) que também pode ser utilizado em, função anti-aérea.
Ainda que eficiente, este calibre não se mostra muito adequado para operações em que navios próximo à costa tenham que apoiar forças em terra.
Outro calibre que continua a ser relativamente comum é o calibre 127mm (5 polegadas), cujo poder de fogo é substancial, e o alcance igualmente superior a 20km.
Não só os navios contra-torpedeiros americanos como algumas fragatas europeias estão equipadas com armas deste calibre, como é o caso das fragatas MEKO da Turquia das Alvaro de Bazan da Espanha ou das Zeven Provincien da Holanda.
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