Conflitos internacionais


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China e Japão à beira de conflito
Rochedos de Senkaku, poderão provocar problemas sérios
17.09.2012


Vários governos têm vindo nos últimos dias a manifestar suas preocupações com o degradar da relação entre a China e o Japão, por causa da posse das ilhas de Senkaku (nome da maior das ilhas do arquipélago que tem um comprimento máximo de cerca de 3,400 metros ).

Em uma visita ao Japão, o secretario norte-americano da defesa Leon Panetta veio alertar para o problema. Ainda nesta segunda-feira, dirigentes japoneses avisaram que o Japão poderia não ficar quieto, perante as continuas «provocações» chinesas, enviando uma frota de embarcações de pesca para as ilhas, que distam cerca de 340km da costa chinesa e 160km da cidade japonesa de Ishigaki, na ilha do mesmo nome.
Também Taiwan tem pretensões sobre o território, que dista 190km do porto de Keelung no norte da ilha.

A situação agravou-se depois que as autoridades japonesas prenderam um grupo de chineses que desembarcaram nos rochedos sem autorização. A China protestou e os japoneses expulsaram os manifestantes, mas os protestos continuaram a partir de Pequim, com ataques virulentos na imprensa, que passaram o sistema chinês de censura, o que leva a crer que foram ataques dirigidos pelas autoridades chinesas.
A situação terá por seu lado sido despoletada pelas autoridades japonesas, que decidiram alterar o status-quo das ilhas, que eram propriedade de uma entidade privada, adquirindo-as em nome do estado japonês.
Desta forma, o governo do Japão, que controla as ilhas desde o final do século XIX reafirmou a sua intenção de considerar aqueles rochedos como parte do território japonês, atraindo a ira da China.

O clima criado na imprensa chinesa contra o Japão, gerou uma onda de comoção nacionalista na China, que levou à organização de um grande protesto por parte da sociedade chinesa, que resultou na organização de uma gigantesca expedição de centenas de barcos de pesca chineses, que se dirigem para as ilhas, onde deverão chegar na Terça-feira.

Chineses fora de controlo
Entretanto a situação na China está a assumir contornos inesperados por parte das autoridades chinesas. A violência dos ataques contra o Japão terá criado um sentimento violento contra os japoneses, que ameaça ficar fora de controlo. Empresas japonesas foram atacadas e começaram a ser ouvidas criticas por parte dos populares em Pequim e outras cidades contra as próprias autoridades chinesas com críticas ao governo, que é acusado de não fazer nada contra o Japão, para garantir a soberania da China sobre os rochedos.

As autoridades de Pequim emitiram já avisos utilizando os jornais e a televisão, para evitar que os incidentes violentos que caracterizaram os últimos dias possam voltar a ocorrer, para que a situação não fique fora de controlo.

As autoridades chinesas estarão neste momento aterrorizadas com a possibilidade de terem criado um movimento que não poderão controlar. Se a posição da China for vista como fraca e se o Japão mantiver a sua posição de força, é o próprio governo de Pequim que perderá a cara, um perigo que o governo comunista quer evitar a todo o custo, conforme avisam analistas internacionais.

Confrontação no mar
Por isso assume especial importância a movimentação da frota de navios e embarcações de pesca chinesas que partindo de vários portos chineses se estão neste momento a deslocar em direção às ilhas japonesas.

Dois navios de patrulha chineses já estiveram próximo de Senkaku, mas tanto quanto se sabe não entraram nas águas territoriais (12 milhas marítimas ou aproximadamente 22km), tendo portanto respeitado o status-quo. No entanto não se sabe o que pode acontecer se centenas de embarcações entrarem dentro do perímetro de 12 milhas marítimas.

Os japoneses não poderão prender todos os ativistas e manifestantes chineses e não podem abordar todas as embarcações, pelo que a única coisa que podem fazer é colocar uma força na maior ilha (que é pouco mais que um rochedo arborizado) e prender os ativistas que desembarcarem.
O grande número de manifestantes, poderá provocar problemas.

Nestes casos, costuma ocorrer confrontos entre navios de patrulha, que literalmente se colocam ao lado uns dos outros, com o objetivo de impedir a sua progressão.

Sabe-se que a frota chinesa do mar da china oriental tem feito manobras nos últimos dias e que no mar está o principal navio da esquadra, o contra-torpedeiro Taizhou, um navio contra-torpedeiro da classe Hangzhou, fabricado na Rússia. Trata-se de um navio com um deslocamento máximo de quase 8,000t, armado com dois canhões de 130mm, além de mísseis.
Em situações deste tipo, o abalroamento é uma das práticas mais comuns e por isso a dimensão dos navios é especialmente importante.

A lei internacional determina que um navio pode atravessar águas territoriais de outro, no caso de estar a percorrer o caminho mais curto entre o porto de origem e o porto de destino. Neste caso, esta cláusula do direito marítimo não se aplica, pelo que outro tipo de ação deverá ser tomado.

China comunista e Taiwan do mesmo lado
Entretanto a posição do governo de Pequim relativamente à questão das ilhas controladas pelo Japão, junto do mesmo lado os arqui-inimigos de Taipé, o governo de Taiwan. Aquele país enviou também para a região um navio de patrulha e protestou formalmente junto do governo de Tokyo pela nacionalização do que Taiwan também considera ser seu território.


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