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China prepara exército de hackers
Especialistas chineses têm planos para atacar a frota americana
09.09.2007


Segundo o jornal britânico The Times, citando um relatório que chegou ao seu poder, técnicos de informática chineses prepararam um plano para desarticular as ligações informáticas dos porta-aviões da esquadra americana do Pacífico.

O trabalho dos especialistas em penetrar redes informáticas ou «hackers» fará parte de um plano chinês a longo prazo, destinado a conseguir a supremacia electrónica no Pacífico Oriental, obtendo superioridade sobre países como os Estados Unidos, e a Coreia do Sul, juntamente com países europeus como o Reino Unido ou a Alemanha.

Esta notícia é publicada na sequência de vários outros relatos de tentativas, com resultados diferentes de penetrar nos sistemas informáticos de agências e entidades do governo dos Estados Unidos, nomeadamente nas redes e sub redes do Pentágono, o equivalente norte-americano ao Ministério da Defesa.

Para já, o principal objectivo dos «hackers» chineses, é o ataque ao que os chineses consideram a maior ameaça directa ao seu domínio no Pacífico oriental, ou seja, a esquadra norte americana.

Para o efeito os chineses tentaram entrar não só nos sistemas de computadores da Secretaria de Defesa americana, como também foram detectadas intromissões nos computadores na Grã Bretanha onde estavam dados relativos à defesa, bem como em computadores do governo alemão.

Segundo a mesma fonte os ataques chineses não só têm aumentado na frequência como na agressividade, o que levou o próprio presidente norte-americano a dizer publicamente que levantaria a questão junto do presidente da China em Sydney.

Apenas durante o ano de 2005 terão sido registadas 79.000 tentativas de intromissão por parte de chineses nas redes militares americanas, 1.6% das quais tiveram sucesso.

O perigo da frota americana
Os militares chineses vêm os Estados Unidos como o país com que existe maior probabilidade de a China entrar em guerra e a esquadra norte-americana é vista como o principal inimigo a abater.

A principal razão desta doutrina, prende-se com o facto de os norte-americanos terem sempre afirmado que estarão na disponibilidade de defender Taiwan em caso de ataque por parte da República Popular.
Uma das acções a ser tomada por parte dos Estados Unidos nessa eventualidade, seria a colocação de um grupo de batalha com um ou dois porta-aviões na região.

No passado durante alturas de tensão entre os dois países, os Estados Unidos já optaram por enviar uma esquadra para o estreito que separa a China de Taiwan para arrefecer ao ânimos. Este tipo de acção por parte dos Estados Unidos é considerado ofensivo por parte da China, que considera Taiwan como uma província rebelde.

Desde logo, os chineses estarão a desenvolver formas de reduzir ao mínimo possível a capacidade norte-americana de agir nas proximidades de Taiwan. Para isso, além da utilização de «ciber-guerreiros» a China conta também com os seus testes de mísseis com capacidade para destruir satélites de comunicações.

Desta forma, a China teria capacidade para «cegar» a frota americana, desarticulando a capacidade de os porta-aviões obterem informação de satélites, e desarticulando os sistemas informáticos utilizando várias tácticas.

É mais complicado entrar nos sistemas dos navios propriamente ditos, mas se for possivel entrar nos sistemas do departamento de defesa onde são tratados os dados que depois são fornecidos aos porta-aviões, então estes podem receber ou dados errados ou então (o que é mais provavel) podem pura e simplesmente ficar às escuras sem informação táctica, vista como absolutamente vital num ambiente de guerra moderna.

Os chineses acreditam que sem o «guarda chuva» que é dado pelas redes de comunicação e intercâmbio de dados os norte-americanos não se atreverão a colocar em risco os seus caríssimos porta-aviões.

O problema chama também atenção sobre o problema da segurança das redes informáticas civis, pois segundo estudos efectuados nos Estados Unidos, em caso de ataque de «hackers» seria possível deixar 70% dos Estados Unidos sem energia eléctrica.

A continuação deste tipo de ataques poderá levar a que os Estados Unidos e os países europeus dêem maior importância à blindagem dos seus sistemas. Alegadamente, por terem começado a depender da electrónica e dos computadores há muito mais tempo, os Estados Unidos ainda dependem de sistemas informáticos relativamente antigos, que para evitar os actuais riscos teriam que ser removidos, modificados ou modernizados, numa operação de custos incomportáveis.


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