Marinha


Translation to English not responsability of areamilitar.net.
Service is supplied as is and correct interpretation is not guaranteed.
Marinha norte-americana reafirma projectos de futuro
Corte de custos, opções mais realistas mas polémicas
05.02.2010

O relatório anual da marinha norte-americana, utilizado como suporte para o orçamento de defesa, veio confirmar várias das opções que já tinham sido anunciadas anteriormente, tendo como objectivo a manutenção de uma força naval composta por 313 navios, entre navios principais e navios de apoio logístico.

A «US Navy» deverá manter a sua estrutura de força de 11 porta-aviões nucleares, embora os planos de renovação para uma redução de uma unidade após o ano 2040.
As grandes plataformas do tipo porta-helicópteros vão-se manter como uma das principais plataformas de projecção de força em regiões próximas ao litoral. Um total de 33 navio do tipo deverá ser mantido, dado os navios logísticos do tipo LPD / LPH terem demonstrado o seu extraordinário valor em inúmeras operações.

Os programas destinados a desenvolver os ultra sofisticados mas extremamente caros programas do cruzador «Stealth» não vão ser suprimidos mas vão sofrer uma cura de emagrecimento, optando a marinha norte-americana por incluir soluções tecnológicas menos radicais e menos custosas.

Em frente prosseguirá o programa de construção de mais contratorpedeiros da classe Arleigh Burke, que se transformou num dos maiores sucessos da história da construção naval. Novas unidades desta classe serão construídas, modernizadas com as tecnologias que foram sendo adaptadas. Os novos contra-torpedeiros da classe vão ser a base para o sistema de defesa anti-míssil, que continuará a receber uma parte considerável do orçamento da marinha norte-americana.

Os principais combatentes de superfície da futura marinha norte-americana
As águas costeiras, vão receber um novo tipo de navio, mas apenas um dos dois projectos do navio de combate litorâneo LCS será escolhido. Qualquer que seja o modelo escolhido, o numero de unidades que vão ser produzidas será dividido entre os dois concorrentes.

A frota de submarinos nucleares de mísseis balísticos (classe Ohio, inicialmente de 18 navios, actualmente de 14 navios) deverá começar a ser substituída por uma nova classe a partir de 2030 que será constituída por doze novos submarinos.

A marinha norte-americana também considera a possibilidade de em vez de criar uma única e poderosa força de choque destinada a operações militares de alto nível em regiões costeiras (com a utilização de forças dos fuzileiros navais), dar mais ênfase à criação de três forças que deverão utilizar meios em cooperação com o exército, operando de forma mais coordenada em conjunto com navios de transporte derivados de cascos comerciais mais baratos que vão servir de bases flutuantes. Paralelamente, navios logísticos de alta velocidade farão a ligação entre as tropas e essas bases flutuantes.

O apoio a forças desembarcadas terá também que ser racionalizado, operando apenas dois tipos de navios para apoio logístico em operações de combate:
- As plataformas móveis de desembarque MLP (navios que podem por exemplo ser construídos a partir de cascos de navios de transporte de combustível e as quais terão capacidade para transportar até dois batalhões completamente armados. Estes navios funcionarão como grandes «navios Mãe»
- Os navios de suporte logístico, que combinam o transporte de grande quantidade de combustível com o transporte de mantimentos e munições e que terão como função abastecer os navios Mãe.

Os dois navios de comando do tipo «Blue Ridge» que entraram ao serviço em 1970 e 1971 não deverão ser substituídos e em vez disso serão submetidos a um processo de modernização.

A marinha norte-americana espera obter reduções de custos com o futuro LCS (que será bastante mais barato de manter), com a modernização de contra-torpedeiros e navios logísticos já existentes e com a utilização de meios do tipo comercial para transporte. No entanto, vai igualmente investir no conceito de navio logístico de alta velocidade, um catamarã, capaz de atingir velocidades sustentadas de 38 nós e que deverá permitir apoiar as forças americanas a partir de bases flutuantes colocadas a pelo menos 500km da costa.

Exemplo de visão de base flutuante.


Bases flutuantes

A visão futura da marinha dos Estados Unidos passa portanto pelo desenvolvimento do conceito de bases flutuantes, que podem ser utilizadas em caso de conflito, tornando as forças americanas relativamente independentes da necessidade de dispor de bases em terra.

Se o conceito vingar e os testes com navios mais pequenos tiverem sucesso, existem visões ainda mais revolucionárias, que passam por grandes plataformas logísticas flutuantes, com tecnologia derivada daquela que é utilizada para as plataformas de exploração de petróleo.

As bases flutuantes, podem ser colocadas em qualquer ponto do globo, fora da Zona Económica Exclusiva de qualquer país, suficientemente longe da costa para poderem ser atacados de forma eficaz desde terra e protegidas pelos aviões dos porta-aviões, pelos mísseis anti-míssil SM-2 e SM-3 dos contra-torpedeiros e pelos submarinos de ataque.

Esta opção é considerada polémica, pois ameaça colocar em perigo a soberania de países costeiros. Do ponto de vista legal, nada impede uma marinha de colocar uma base flutuante em qualquer ponto do globo. Elas podem até ser colocadas bem dentro da Zona Económica Exclusiva de qualquer país, dado que bases militares não se destinam a exploração comercial.

As necessidades da marinha norte-americana para responder a esta reestruturação apontam para um orçamento anual de 15.000 a 18.000 milhões de dólares americanos para novas construções. O orçamento de defesa dos Estados Unidos é estimada em cerca de 735.000 milhões de dólares, dos quais 143.000 milhões para aquisições de material, 241.000 milhões para as necessidades operacionais e 79.000 milhões para desenvolvimento de novos sistemas.


Últimas noticias sobre este tema

Submarinos convencionais podem ser opção para a US Navy

Parte da frota de F-18 proibida de voar

Marinha norte-americana reafirma projectos de futuro

USS Independence entregue à marinha norte-americana

Apresentado o F-35C

Helicóptero presidencial cancelado

Catapultas electro-magnéticas atrasam futuros porta-aviões

Nova colisão em Alto Mar.

 
| Forças Armadas de Angola | Exército Brasileiro | Exército Português | Força Aérea Brasileira | Força Aérea Portuguesa | Marinha do Brasil | Marinha Portuguesa | Forças Armadas de Moçambique | Forças Armadas da Guiné-Bissau | Timor - Sociedade | Forças de defesa de Timor | Brasil | Moçambique | Portugal | Listagem de todas as notícias | Listar todos os navios | Listar todas as aeronaves | Listar armas ligeiras | Listar todos os veículos | Artigos de opinião | Médio Oriente | União Europeia | Europa fora a UE | América do Norte | América do Sul e Caribe | África | Índia e Asia Central | Ásia e Oceânia