Marinha


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Brasil projetará novo porta-aviões
Substituto do São Paulo estará pronto em 2025
17.12.2011


As autoridades brasileiras confirmaram publicamente em meados de Dezembro de 2011, que o país iniciou um programa destinado a determinar as características do substituito do porta-aviões São Paulo, presentemente ao serviço da marinha brasileira.

O São Paulo, adquirido em 2001, tem estado a maior parte do tempo parado e em estaleiro, em operações de modernização. A aquisição foi criticada, por se tratar de um navio relativamente antigo (entrou ao serviço da França em 1957).
No entanto, os defensores da aquisição sempre afirmaram que o navio era essencialmente uma forma de manter a doutrina na marinha brasileira que permitisse continuar a operar porta-aviões, mesmo após a saída de serviço do antigo A11 Minas Gerais.

Mais importante foi que pela primeira vez o Brasil passou a contar com aviação de combate de asa fixa, já que até ali, o anterior porta-aviões Minas Gerais tinha operado como aeronave de luta anti-submarina, que operava helicópteros e aeronaves de patrulha marítima S2 «Tracker».

As aeronaves utilizadas pela marinha foram os Skyhawk, aviões de combate (ataque) utilizados pela marinha norte-americana nos anos 50, mas entretanto retirados de serviço. A Argentina que também operou porta-aviões, utilizava essas aeronaves a partir do seu porta-aviões (25 de Mayo) até sue retirada de serviço.

Foi a primeira vez que a marinha do Brasil operou aeronaves de asa fixa com capacidade militar a partir de um porta-aviões. A operação não aparente ter tido muito sucesso, já que um número mínimo de aeronaves esteve disponível das poucas vezes que o São Paulo esteve operacional.
Por outro lado, os defensores da aquisição afirmam mais uma vez, que foi criada uma doutrina operacional, que deu à marinha brasileira conhecimentos técnicos e práticos que vão ser muito úteis no futuro.

A12 São Paulo: Fim de vida em 2025 ?
Que tipo de navio ?

A primeira questão que se levanta é a de que tipo de navio a marinha do Brasil vai construir.
Uma pequena pesquisa realizada junto de alguns conhecedores da matéria, aponta quase sempre na mesma direção: O país que tem o navio mais próximo do que o Brasil pretende é a França e uma versão convencional do atual porta-aviões francês Charlles De-Gaulle aparenta ser a opção com mais apoiantes. Na realidade não existem muitas outras opções, para responder à necessidade criada e estabelecida com a doutrina desenvolvida no Brasil. A França tem planos para a construção de um segundo porta-aviões, ainda que a crise tenha congelado os planos pelo menos para já. O sistema de propulsão deverá ser convencional, porque a propulsão atómica revelou ser demasiado cara e de pouca utilidade.

O Brasil, sempre utilizou porta-aviões convencionais que colocam seus aviões no ar com o auxilio de catapultas. Este dispositivo permite muito maior flexibilidade ao nível das operações e permite a um navio responder em tempo de guerra, com uma rapidez que nenhum navio porta-aviões que não utilize este sistema [1] pode igualar.

A utilização de catapultas limita consideravelmente as opções, ainda mais que apenas um país no mundo (Estados Unidos) produz este tipo de sistema de lançamento de aviões.

O numero de aeronaves ficaria em torno de 40, o que deveria permitir a operação de 20 a 30 aeronaves de asa fixa, incluindo aeronaves de aviso aéreo antecipado (avião radar) e caças. O resto seriam aeronaves de asa rotativa.

Menos provavel, porque mais cara e desadequada para as necessidades brasileiras está a possibilidade de o Brasil adquirir os planos do porta-aviões Queen Elizabeth. Dois desses navios vão ser construidos, mas o primeiro será retirado de serviço logo de seguida.
Embora construido como navio para aviões de decolagem vertical, o Queen Elizabeth pode ser convertido.
No entanto esta operação é vista com desconfiança e dúvida pelos defensores de um navio mais próximo do navio francês, porque nesse caso o Brasil estaria comprando um navio de outro país, não especificamente desenhado para as necessidades brasileiras e cujo custo de reconversão provavelmente seria muito elevado.
Já os defensores desta tese, afirmam que o Charles de Gaulle também não é um projeto brasileiro e que o Prince of Wales, seria um navio muito mais poderoso que o navio de projeto francês.

O Brasil deverá ainda analisar outros projetos que nesse momento estão em desenvolvimento. O mais interessante deles é o do porta-aviões indiano que estão em construção naquele país. É no entanto um navio que não utilizará catapultas. A Índia tem enfrentado problemas com o desenvolvimento do Vikrant II, que neste momento se encontra em construção a ritmo muito lento. O navio deverá utilizar aviões de construção russa MiG-29 na sua versão naval.



[1] – A Grã Bretanha, Itália, Espanha, India, Russia, Tailandia e China, utilizam porta-aviões que dependem de uma rampa inclinada, dependendo completamente da potência dos motores das aeronaves para decolar.


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