Exército


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Portugal cancela NH-90
Compra de 10 unidades vetada pela crise
01.07.2012


O ministério português da defesa vai iniciar negociações com vista ao cancelamento da compra de aeronaves de asa rotativa NH-90, cuja aquisição estava prevista desde há vários anos. Os NH-90 seriam atribuídos ao exército português.

Portugal vai tentar de seguida reaver pelo menos parte do dinheiro que já investiu no projeto de helicóptero europeu, que já consumiu 87 milhões de Euros (R$ 220 milhões) dos exauridos cofres portugueses.

Para manter a participação portuguesa, o país deveria entregar ao consórcio europeu no próximo ano, mais 120 milhões de Euros (R$ 300 milhões) e com as restrições ao orçamento, resultado de um novo aumento do deficit esse dinheiro pura e simplesmente não existe.

Compra duvidosa

A compra dos helicópteros de transporte NH-90 não é uniformemente aceite. Embora o exército português tenha afirmado através de seus oficiais que a aquisição aumentaria em muito a operacionalidade e a capacidade militar do exército, a verdade é que também há quem afirme que a compra do NH-90 corresponde à manutenção da mentalidade ultrapassada que os portugueses chamam de «capelinhas» em que cada ramo quer estar separado dos outros, não havendo qualquer capacidade de cooperação destinada a reduzir custos.

Os militares portugueses têm tentado reformular a questão da duplicação de estruturas, na forma de um comando unificado que permitisse utilizar de forma conjunta os meios aéreos de transporte. Mas tal estrutura nunca funcionou de forma adequada.

A aviação do exército, foi extinta juntamente com a aviação naval, depois da II guerra mundial para criar a Força Aérea Portuguesa.
Portugal lutou numa guerra de 13 anos em África, sem que o exército tivesse helicópteros. Os helicópteros Alouette eram operados pela força aérea, como também eram operados pela força aérea os PUMA e os AVIOCAR (comprados por se adequarem às necessidades africanas).

Outra utilização prevista para os helicópteros era a de operarem a parter de um navio de apoio logístico do tipo LPD que a marinha portuguesa continua a prever para o futuro, mas que está virtualmente cancelado por falta absoluta de recursos.

Esperança para o futuro

A aquisição por parte dos militares portugueses de novos sistemas de armas (na maior parte dos casos em segunda-mão) tem-se mostrado dificil de digerir pelos orçamentos das forças.
As novas fragatas e os submarinos são muito mais caros de manter, os carros de combate Leopard-2 são mais caros de manter que os M60 e os F-16 seguem o mesmo caminho.

Os militares portugueses, aceitam a necessidade de suspender o projeto, mas esperam que quando o período de restrição terminar, o programa de aquisição de aeronaves de transporte possa ser retomado.


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