Marinha


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Super porta-aviões americano para a Índia…
…se houver mercado para F-16 e F-18
25.02.2008


Segundo a imprensa indiana e também segundo fontes citadas pela imprensa russa, o secretário da defesa dos Estados Unidos Robert Gates deverá apresentar durante a sua visita à Índia uma proposta para a utilização por parte da Índia do porta-aviões Kitty Hawk da marinha dos Estados Unidos que está ainda ao serviço mas que deverá ser retirado de serviço até 2009.

A possibilidade de a Índia vir a operar um porta-aviões norte-americano não é exactamente novidade, mas é discutida num momento crucial e exactamente num momento em que as negociações entre a Índia e a Rússia para a aquisição do porta-aviões Admiral Gorshkov (INS Vikramaditya) atingiram uma nova fase, que poderá passar pela entrega do navio à marinha russa.

Problemas com custos, e o aumento da factura a pagar aos russo que foi praticamente imposto aos indianos, transformou a possível venda do navio num poço de dúvidas, não se sabendo exactamente em que ponto se encontram as negociações entre os dois países.

O negócio, do qual não são conhecidos grandes detalhes, passaria pelo empréstimo a custo zero à Índia, durante mais de dez anos do porta-aviões Kitty Hawk.
As notícias afirmam que existe uma ligação directa da cedência do Kitty Hawk com a compra de aeronaves F-18, adequadas à operação a partir de porta-aviões e com a escolha de uma aeronave norte-americana na concorrência internacional que está a decorrer na Índia para a aquisição de 126 aviões de combate, que é presentemente o maior contrato de aquisição de armamentos do mundo.

Os Estados Unidos têm feito vários esforços junto da Índia para convencerem o país a se voltar para ocidente, apresentando o perigo chinês como razão para uma aproximação com os Estados Unidos.

A possibilidade de a Índia vir a operar o Kitty Hawk parece pelo menos em principio ser remota, no entanto a «parada» está muito alta, e o interesse dos norte-americanos levou à concepção de uma versão especial do caça mono motor F-16 especificamente para os indianos, que é na prática o mais sofisticado F-16 alguma vez concebido.

No caso, ainda que remoto da a Índia enveredar pela utilização do porta-aviões norte-americano, poderia mesmo ocorrer uma «transferência a quente». Neste tipo de transferência de navio, as tripulações são trocadas com o navio em operação, havendo um período de até um ano em que tripulações dos dois países operam conjuntamente.

Este tipo de transferência tem a vantagem de ficar bastante mais barato quer para a marinha que vai deixar de utilizar o navio, quer para a marinha que vai passar a utiliza-lo.

A transferência seria no entanto dramática. O Kitty Hawk é muito maior que o porta-aviões Viirat presentemente em operação e que era o antigo HMS Hermes, que esteve ao serviço da Grã Bretanha na guerra das Malvinas.

No entanto, ele guindaria definitivamente a Índia para a posição de potência dominante no oceano Índico, onde os Estados Unidos vêm a Índia como uma potência emergente que pode servir como tampão para a cada vez maior expansão chinesa para oriente.
A China tem tendência no actual contexto uma tendência natural para se expandir e aumentar o seu poder e influência no sentido do Médio Oriente de onde os chineses são cada vez mais dependentes. Mas para chegar à China, o petróleo do Médio Oriente tem primeiro que passar no Oceano Índico.

A operação de super porta-aviões com o deslocamento máximo de 81.800 toneladas, mais que três vezes o actual porta-aviões indiano, transportaria a Índia para uma posição de claro relevo num campeonato onde são muito poucos os países que possuem este tipo de armamento.

Desafiar a Rússia
Os Estados Unidos colocam-se também numa situação de claro desafio à Rússia, que desde os anos 70 tem uma posição dominante no mercado indiano de armamentos.
A conclusão de um negócio deste tipo, prejudicaria bastante a industria aeronáutica russa que precisa de encomendas para se reestruturar.

Não deixa no entanto de ser possível que a Índia aproveite esta proposta dos Estados Unidos para «encostar» a Rússia à parede num braço de ferro que tem vindo a ser mantido pelos dois países.
A afirmação recente de que a marinha russa poderia ficar com o Admiral Gorshkov poderá ser apenas mais um episódio em que a Rússia afirma que não perderá a cara e que em última circunstância poderá mesmo ficar com o navio.

No fundo, os russos parecem saber que a proposta norte-americana pode ser tão ou mais problemática que a venda do Gorshkov.
O Kitty Hawk tanto poderá transformar a marinha da Índia num potentado, como se pode transformar num elefante branco, num país em que o governo tem que ter em consideração aos humores da opinião pública para ganhar eleições. O actual governo necessita dos votos dos partidos de esquerda, que não vêm com muito bons olhos o estreitar de laços com os Estados Unidos.



Construído em Nova Iorque e entregue à marinha dos Estados Unidos em 1961 o Kitty Hawk é faz parte de uma classe de cinco grandes porta-aviões da marinha norte-americana que entraram ao serviço nos anos 60 e que antecederam os porta-aviões movidos a energia nuclear.
O navio é uma pequena cidade flutuante com um comprimento de 319 metros e largura máxima que chega 39.5 metros. Atinge velocidades superiores a 30 nós e pode transportar 85 aeronaves entre aviões e helicópteros que utilizam os seus quatro elevadores e quatro catapultas a vapor.
A tripulação do navio é de 2.900 e o pessoal da parte aérea ronda as 2.500 pessoas.
O poder aeronaval embarcado no Kitty Hawk é superior ao da Força Aérea de 95% das nações do mundo.


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