Terrorismo


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Capturado Viktor Bout, maior traficante de armas do mundo
Russo tem ligações às FARC colombianas
07.03.2008


Aparentemente e segundo a imprensa da Venezuela e da Tailândia, o maior traficante de armas do mundo, o russo Viktor Bout, foi preso na Quinta-Feira no super luxuoso hotel Sofitel-Bangkok na Tailândia numa operação em que colaboraram autoridades norte-americanas da DEA, entidade de luta contra o tráfico de drogas e autoridades policiais tailandesas.

Informações não confirmadas, afirmam que Viktor Bout foi capturado após uma operação em que operacionais da DEA norte-americana se fizeram passar por compradores das FARC, organização que já tinha negociado com o traficante russo. Outras informações não confirmadas e divulgadas pela imprensa da Venezuela, apontam para que a captura de Viktor Bout, se tenha logrado devido ao cruzamento de informações já disponíveis com dados encontrados no passado fim-de-semana depois que foram recuperados computadores em posse do narcotraficante colombiano Raul Reyes, morto numa operação das forças colombianas em território do Equador, que despoletou uma crise internacional.

Viktor Bout, antigo agente do KGB, e ex militar da Força Aérea Soviética, ganhou muito dinheiro com os seus contactos com as máfias russas, ligadas ao antigo KGB e à nomenklatura do Partido Comunista da União Soviética, que continuaram a controlar grandes stocks de armas roubadas a seguir ao colapso da URSS. Muitas dessas armas, dezenas ou mesmo centenas de milhares de espingardas automáticas AK-47 e derivadas bem como milhões de munições, desapareceram pura e simplesmente de circulação na Ucrânia e na Rússia.

Sabe-se que Viktor Bout vendeu armamento de origem soviética à Serra Leoa, à UNITA em Angola e às milícias do ex-Zaire. Também estabeleceu fortes contactos e negócios com a Al Qaeda, o movimento Talibã no Afeganistão, e com as FARC da Colômbia.

Trata-se de uma pessoa com formação superior, tendo cursado línguas, fala seis idiomas diferentes.

As ligações entre Viktor Bout e as FARC não são de agora, mas se inicialmente a indicação de que os documentos encontrados nos computadores do narcotraficante colombiano Raul Reyes sobre urânio eram vistas como algo estranhas, a ligação com a Máfia russa torna a possibilidade muito mais credível.

Desapareceram na antiga União Soviética, sem que até ao momento o seu paradeiro tenha sido determinado, várias pequenas maletas (valises) com bombas atómicas em miniatura, as quais podem ser comercializadas no mercado internacional.

Alegadamente, Viktor Bout, preparava-se para negociar a venda de um novo lote de armamento com as FARC e as negociações deveriam ter lugar na Tailândia. A forma de contactar o traficante russo encontrava-se nos computadores das FARC capturados no Equador.
Il-76 e BAC-1-11: Alguns dos maiores aviões na frota do traficante de armas.

Entre outras armas que foram oferecidas por Viktor Bout às FARC e que deveriam ser negociadas na Tailândia, encontravam-se mísseis terra-ar.
O sistema de entregas da organização de Viktor Bout, conta com uma força aérea própria, que segundo várias fontes conta com até 30 aeronaves, que se responsabilizam pelas entregas. Na inexistência de campo de pouso, os fornecimentos chegam a ser lançados de para-quedas, como foi o caso de um fornecimento às FARC entre 1998 e 1999.


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