Força Aérea


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Quase metade é sucata !
Força aérea da Índia, precisa de urgente modernização
06.10.2010


O principal responsável da força aérea da União Indiana, o Marechal do Ar, P.V.Naik, afirmou em entrevista que a actual situação da força aérea do país era uma questão de grave preocupação para as autoridades civis e militares.

Segundo o militar indiano, cerca de metade dos meios da força aérea, entre aeronaves, sistemas de comunicações, radares e sistemas de defesa anti-aérea estão obsoletos ou em vias de ficar obsoletos, à medida que novos sistemas vão sendo colocados aos serviço por outros países.

Também segundo a mesma fonte, a situação chegou ao ponto em que está por causa da decisão dos politicos indianos durante os anos 90, de cancelar grande numero de aquisições militares, na sequência de escândalos de corrupção relacionados com a compra de equipamentos militares.

Durante a primeira década do século XXI o orçamento indiano não compensou os cancelamentos de aquisições da década anterior e a força aérea esteve entre os ramos mais afectados.
Como consequência a força aérea tem que utilizar equipamentos que estão completamente ultrapassados, como é o caso de sistemas de defesa anti-aérea como o SA-8 «Gecko» e o SA-3 «Goa». Também os mísseis anti-aéreos Igla foram considerados obsoletos e inadequados para as necessidades da força aérea.

As preocupações indianas prendem-se com o crescimento do poder militar da China e também com o facto de o Paquistão, ainda que virtualmente falido, continuar a modernizar as suas forças armadas.
Os indianos têm em consideração o passado, nomeadamente a guerra de 1971 com o Paquistão, em que um ataque preventivo da força aérea paquistanesa, chegou a colocar fora de serviço grande parte das pistas de aviação do oeste da Índia.
A acção paquistanesa acabou por não ter grandes consequências, mas continua a pairar sobre as estratégias dos militares indianos, nomeadamente dos responsáveis pela defesa aérea das bases.

Armamentos paquistaneses

Os sistemas de armas adquiridos pelo Paquistão aos Estados Unidos, são a principal razão de preocupação da India. A compra de 18 caças F-16C/D block-52 pelos paquistaneses dará à força aérea do Paquistão, capacidades que ela até ao momento não tinha. Os novos F-16 em conjunto com bombas Paveway poderiam garantir o sucesso de um ataque preventivo, como o que aconteceu em 1971.
A força aérea do Paquistão recebeu os seus primeiros F-16C/D em 26 de Junho de 2010.
Mais preocupante é o facto de o Paquistão ter solicitado o fornecimento de bombas do tipo JDAM.

É este tipo de equipamento que torna os sistemas de defesa anti-aérea indianos oboletos, porque os paquistaneses poderiam atacar as bases aéreas indianas de surpresa, sem serem detectados e mesmo que fossem detectados, não poderiam ser atingidos pelos mísseis, que têm um alcance inferior ao alcance das bombas JDAM.
No entanto, até ao momento, embora os Estados Unidos tenham fornecido aeronves F-16C/D ainda não foi confirmado o fornecimento das JDAM.

Além do fornecimento de sistemas norte-americanos ao Paquistão, a India também se preocupa com o apoio chinês ao rearmamento do Paquistão. Entre outros armamentos o Paquistão está a receber caças JF-17, uma versão modernizada e modificada do MiG-21, que foi desenvolvida em cooperação entre a China e o Paquistão.
Em 2009 foi anunciado o fornecimento de 250 caças JF-17 ao Paquistão, juntamente com mísseis.

Projectos de futuro
Entre os projectos para o futuro, a India parece estar interessada no projecto de caça russo de quinta geração conhecido como PAK-FA.
Aquele moderno sistema russo tem a vantagem de ser baseado no caça Su-27, o que facilitaria a sua eventual incorporação. No entanto, várias indicações permitem concluir que o caça russo parece estar ainda numa fase inicial de desenvolvimento. As primeiras unidades de pré série deverão ficar prontas dentro de quatro a cinco anos, mas as unidades de produção deverão demorar mais de uma década.
O principal problema daquele equipamento, reside no facto de quase todos os sistemas de ajuda à navegação e combate serem derivados ou exactamente iguais aos utilizados no caça Su-27 e a industria russa não ter alternativas, sem passar por sistemas ocidentais.
O facto de a Índia já ter experiência na operação de aeronaves russas, com sistemas electrónicos ocidentais, é visto como uma vantagem.

A Índia pretende também apressar a decisão sobre o MRCA, uma concorrência internacional em que participam aeronaves de várias origens, embora os dados disponíveis (não oficiais) apontem para a possibilidade de entre os candidatos com vitória mais provável estarem os caças Dassault Rafale e Eurofighter Typhoon-II.


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